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Filhos de Xangô


 


Xangô, o Deus da Justiça, Senhor das pedreiras, exerce uma influência muito forte em seu filho.  Todos os Orixás, evidentemente, são justos, e transmitem este sentimento aos seus filhos.

Entretanto, em Xangô, a Justiça deixa de ser uma virtude, para passar uma obsessão, o que faz de seu filho um sofredor, principalmente porque o parâmetro da Justiça é o seu julgamento, e não o da Justiça Divina, quase sempre diferente do nosso, muito terra.  Esta análise é muito importante.

O filho de Xangô apresenta um tipo firme, enérgico, seguro e absolutamente austero.  Sua fisionomia, mesmo a jovem, apresenta uma velhice precoce, sem lhe tirar, em absoluto, a beleza ou a alegria.

Tem comportamento medido.  É incapaz de dar um passo maior que a perna e todas as suas atitudes e resoluções baseiam-se na segurança e chão firme que gosta de pisar.  É tímido no contato mas assume facilmente o poder do mando.
          
É eterno conselheiro, e não gosta de ser contrariado, podendo facilmente sair da serenidade para a violência, mas tudo medido, calculado e esquematizado.  Acalma-se com a mesma facilidade quando sua opinião é aceita.  Não guarda rancor.  A discrição faz de seus vestuários um modelo tradicional.

Quando o filho de Xangô consegue equilibrar o seu senso de Justiça, transferindo o seu próprio julgamento para o Julgamento Divino, cuja sentença não nos é permitido conhecer, torna-se uma pessoa admirável.
  
O medo de cometer injustiças muitas vezes retarda suas decisões, o que, ao contrário de lhe prejudicar, só lhe traz benefícios.

O grande defeito dele é julgar os outros.  Se aprender a dominar esta característica, torna-se um legítimo representante do Homem Velho, Senhor da Justiça, Rei da Pedreira.  Por falar em pedreira, adora colecionar pedras.

Cor: Marrom.

Ervas:
Folhas de Limoeiro; Erva Moura; Erva Lírio; Folhas de Café; Folhas de Mangueira; Erva de Xangô.

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