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Auto-abandono, a pior escolha






Observamos fatos, pessoas, acontecimentos e nem mesmo sabemos quem somos. Fomos educados para agradar, para nos preocuparmos com o outro, para sermos flexíveis ao outro e em consequência disso, para abandonarmos a nós mesmos, não há meio termo. O auto-abandono é a triste historia de muitas vidas. A primeira vista é a mais fácil opção, porque não provoca atrito com as demais pessoas, porém é a mais dolorosa. Sendo que por mais que fiquemos nos sentindo a "queridinha" de todo mundo, dentro de nós haverá um infinito de contrariedades e isso promove consequências danosas para o físico e também para o espiritual. 


Somos orientados desde a infância a nos auto-abandonarmos, caso contrário seremos rotulados como loucos, como egoístas. Todos os nossos SINS ou NÃOS mesmo que referentes a nossa própria vida devem ser ponderados e somente ditos se estiverem de acordo com quem nos cerca, não importando se estamos anulando nossos próprios desejos, aprisionando nossas verdades. Há famílias tão afetadas, tão escravizadas pelos laços sanguíneos que vivem em função do que os outros vão pensar, do tio, do primo... E tem quem vá mais longe, se preocupe com o chefe, o vizinho, o dono da padaria. É um cativeiro emocional, uma arapuca de vampirismo energético, uns sabendo da vida dos outros, uns dando palpites na vida dos outros, uns julgando os outros, enfim, uns sugando o melhor que há nos outros



Nascemos na mais pura essência, com coração bondoso, com mente límpida e no decorrer da vida por sofrermos influencia dos outros nos tornamos impuros, dissimulados, tudo para sermos aceitos, benquistos. E conforme nos adaptamos ao convívio com o próximo, nos afastamos cada vez mais de nós mesmos, de nossas verdades, dos nossos propósitos. Assim, perdemos contato com nossa alma e consequentemente perdemos a identidade do nosso ser. 



Entristecemos e adoecemos espiritual, emocional e fisicamente, para que percebamos que somente seremos criaturas plenas quando conseguirmos nos libertar das influencias externas, para que aprendamos que não devemos dissimular para sermos benquistos, que podemos ser amados pelo que somos. E se não formos, isso não fará diferença alguma em nossas vidas, pois de fato é melhor  uma "tunda de laço" da verdade que a adulação da mentira! Nossa mente fica inquieta para obtermos coragem de deixar nossa alma nos conduzir. Nosso corpo dá sinais para pararmos de nos agredir, pararmos de ir contra nós mesmos. Esta é a verdade da vida, este é o segredo da autorrealização, se apossar de si mesmo, se assumir. 



As famílias seriam imensamente mais unidas e satisfeitas, as amizades seriam mais duradouras, as relações humanas seriam mais saudáveis se todos agissem com sinceridade, com o coração, aceitando verdadeiramente as pessoas como são, enfim, com verdadeiro amor. Tudo se inicia em nós, por isso a necessidade de vivermos conforme nossa natureza, nossa essência. Sejamos leais com nossa alma, este é o segredo para bem vivermos. Não tente se encaixar em padrões, não há nada mais inadequado que tentar ser o que não se é. Somente sendo tu mesmo e agindo conforme tua alma é que conseguirás ser feliz. Seja gentil sempre, mas primeiramente consigo. 



A vida é muito breve para fazermos rodeios, temos que ser o que somos com objetividade. Devemos parar com esse hábito de nos mascarar para enfrentar situações. Temos que aprender a assumir nossos sentimentos. Caso contrário, nossa estada aqui neste plano será em vão, estaremos todo tempo representando, dissimulando ser alguém que não se é e isso não é viver. Diga NÃO, quando de fato for o teu desejo, diga NÃO com educação e tranquilidade, ninguém deixará de te amar por seres verdadeiro. Poderão sim deixar de te amar quando todas as máscaras caírem, pois a natureza não as sustenta por muito tempo, as máscaras sempre caem. Por isso, acredite, não há nada mais atraente e encantador que o teu próprio rosto, mesmo naqueles dias que o sorriso está difícil de dar o ar da graça.


Por  Lu Scheffelbain

Todas as reproduções, parciais ou na íntegra, devem fazer referência 
ao nome da autora Lu Scheffelbain  e ao blog http://eulunaluz.blogspot.com/


4 comentários:

Ivone Poemas disse...

Lu, é mesmo assim amiga, embora muitas vezes as pessoas não consigam entender os "nãos" mas é preciso sim ter coragem de dizer.
Seus textos estão ótimos amiga, muitas pessoas precisam ler isso que escreveste aqui muitas vezes até conseguirem assimilar, não por falta de inteligencia, mas por falta de hábito mesmo, como dissestes, a educação pesa sempre e ainda dizem que bons costumes e bons modos, etiquetas são sempre para agradar aos outros, do contrario tudo é falta de "classe" e "educação", eu sou bem educada, mas não deixo nada passar sem dar minha verdadeira opinião se me pedirem, mesmo que seja contraria a maioria!
Bom amiga, gostei e muito do texto!
Abraços e beijos!!!

Eu LU na LUZ disse...

Ivone, é bem isso que disseste, as pessoas confundem as coisas, acham que por negarmos algo, por dizermos um NÃO em alguma situação estamos sendo deselegantes, indelicados, enfim... É necessário ter muita coragem para dizer "Eu não estou com vontade de ir no casamento da fulana porque hoje não estou numa atmosfera festiva"; "Hoje não estou com vontade de receber visitas porque agendei o dia para mim mesma, quero ler, assistir filme, quero dormir, quero ficar quieta"; "Não quero ir no velório de minha tia porque ficarei pior que já estou, prefiro ficar aqui tentando elevar meus pensamentos, não me sinto bem"... Seria maravilhoso as pessoas encararem tudo com naturalidade, respeitarem a si e aos outros... Mas é muito mais fácil ligar o automático e fazer tudo que os outros estão fazendo que assumir o que de fato estamos sentindo... Pois se a gente fizer o que de fato temos vontade e for diferente do que todos estão fazendo, será muito pior, a atenção será toda voltada para nós e daí que não teremos paz! Vão telefonar, vão questionar, vão querer desvendar nossa alma... "Estás com depressão? Não, simplesmente hoje não estou com vontade, estou com preguiça de falar", imagina se alguém vai entender isso?! Por isso é mais fácil ir a onde todos vão, agir como todos agem, nem que fiquemos no local com o corpo presente e a cabeça distante! A não ser que tenhamos muita força para assumir nossos verdadeiros sentimentos! Lembro-me na infância, por sermos de uma família imensa com inúmeros tios e primos, sempre tínhamos aniversário de um ou de outro. Muitas vezes eu dizia a minha mãe que não queria ir e ela falava aflita: "MAS O QUE EU VOU DIZER?" Ela achava que tinha que dar explicações de tudo, se preocupava com a satisfação que teria que dar aos outros, não com o meu querer... Minha mãe é um amor, um docinho, mas tem esse modelo de comportamento, penso que ela nunca tenha olhado verdadeiramente pra si, ela se preocupou sempre em agradar, como que se anulando o tempo inteiro! Acho que por isso eu sempre sonhei em ter a minha própria vida, construir minha própria família, construir um mundo só meu, pois não penso que eu deva satisfações a alguém além de meus pais na infância e a meu marido e minha filha agora na vida adulta. Quando pequenina eu dizia a minha mãe que nossa vida era somente nossa, não gostava daquela invasão de privacidade, daquela junção, todos sabendo nossos atos, nossos passos, palpites de tudo que é lado, enfim, coisas simples, curriqueiras que me irritavam muito serem expostas, coisas bobas do dia a dia... E Graças a Deus hoje tenho minha própria família, me sinto alforriada... Tento conviver apenas com quem quero de verdade, sem me forçar a nada e isso me causa uma leveza indescritível... Eu considero viver em PAZ o maior luxo! Beijos

Miranda disse...

Amooooooooo seus textos carregam em si sempre muita verdade, me mostram como ver a vida de uma forma tranquila. gosto muito.

bj

Eu LU na LUZ disse...

Miranda, querida! A cada dia, a cada novo amanhecer, nós todos aprendemos algo novo sobre a vida e como bem viver... Aprendemos sobre nós mesmos! Beijos