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Empatia, relações humanas...




Refletindo sobre empatia, relações humanas, enfim, sobre a vida, me lembrei do meu pai. Lembro-me dele hospitalizado relatando sentir-se desconfortável com o número de visitas. Momento este que me fez aprender que quando alguém está com saúde debilitada, com alguma enfermidade, precisa de muito amor e atenção sim, mas prioritariamente, necessita de tranquilidade para se restabelecer. 

Meu pai, como também minha mãe, sempre foram bastante envolvidos com o clã parental, minha mãe ainda vive e ainda possui tais apegos. No entanto, na enfermidade, recordo-me que o trânsito de pessoas o cansava e o constrangia, entre outras coisas, ter que pedir licença para usar o tal "papagaio", utensílio hospitalar nada agradável. 

Pequenos detalhes ficam registrados em nossa mente e nos ensinam, nos educam para que tenhamos mais sensibilidade em relação as situações que as pessoas passam na vida. 

Que bom que todos tivessem a liberdade de dizer: 

- Hoje quero ficar sozinho, quero pensar, estou introspectivo! 

Hospitalizado ou não, que bom que todos se dessem tal direito, se permitissem, sem que os demais se sentissem ofendidos com isso. Que não vissem tal postura como desamor ou indelicadeza e sim, vissem com naturalidade, que conseguissem entender que é o estado de espírito da pessoa naquele momento, simples assim. 

O que observo nas relações, não somente no círculo de amizades, mas também no clã parental, que raramente se consegue ser transparente na íntegra, há um tipo de código, algo que faz com que todos silenciem os verdadeiros sentimentos. Fatos como esses e tantos outros, fazem com que eu reflita incessantemente o quanto as relações são limitadas, o quanto nos impõem que vivamos distantes de nossa essência. Explicitamente, estamos inseridos a uma sociedade extremamente contraditória, onde não me canso de repetir, a prioridade não é ser feliz e sim parecer sociável!

Lu Scheffelbain 
http://eulunaluz.blogspot.com.br/





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