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Danificada Moralmente



Hoje fui às compras. Uma loja popular no centro da cidade, que possui artigos de vestuário que não somente eu gosto como também a maior parte da população. Adquiri dois vestidinhos da Polly para minha filha, uma bermuda para o meu marido e um bonitinho kit bloco e caneta. Já era inicio de noite e meu marido ligou avisando que a carne já estava “espetada”, o churrasco já estava encaminhado, ou seja, aguardando meu retorno para a janta. Fiquei meio "dawn", ainda não tinha comprado nem um presentinho pra mim. Queria ficar mais tempo naquele "paraíso fashion", que apesar de popular encanta a nós do universo feminino, mas ficar mais tempo seria uma indelicadeza com meu marido que mesmo cansado se propôs a assar um "pernil" por eu relatar vontade de comer. Dirigi-me a saída, até pensei em apertar no botão “muito satisfeita" localizado ao lado da porta, mas ainda bem que esqueci, pois seria uma contradição. Distraída passei reto e nem me lembrei de expressar a satisfação referente ao consumismo. E para minha desventura escutei os sinos do inferno, a trombeta do capeta, enfim, será que a maquininha estava se vingando de mim por eu não ter apertado o botãozinho para dizer que estava saindo feliz da vida dali? Meu DEUS, o alarme da porta do estabelecimento comercial era como a voz do demônio gritando nos meus ouvidos. Já estava com os pés no Calçadão Salvador Isaia, todas as pessoas em volta tinham os olhos voltados a mim. Retornei a porta e no mesmo instante uma moça simpática pegou minhas sacolas para cumprir sua função: revistar. Não sou do tipo que se preocupa com o que os outros pensam, acho que nem fico mais “vermelha” por nada, pois minhas atitudes são sempre corretas que nada pode me constranger... Minha consciência é limpa, assim, não tenho por que baixar minha cabeça, me envergonhar de algo. No entanto, se tratava sim de uma circunstância atípica, que não sabemos nem como agir. Uma senhora de aparência distinta demonstrando solidariedade disse: “Fica calma, pois aqui nesta loja sempre acontece isso, a gente passa vergonha, eu já passei mais de uma vez”! Peguei as notas que comprovavam que eu paguei por tais itens e a tal moça as levou junto com as sacolas para verificar o motivo de o alarme tocar. Enquanto isso eu continuava postada dentro da loja próxima a porta, comuniquei que considerava tal fato inadmissível e que naquele instante ligaria para meu marido e tomaria as medidas cabíveis e assim o fiz. Logo a atendente veio me devolver as sacolas e me explicar a situação, a menina do caixa esqueceu-se de queimar com laser o lacre do kit; e logo, questão de meia hora do fato, chegou um advogado enviado pelo meu marido para me acompanhar até a DPPA e posteriormente iniciar um processo por danos morais. Sempre achei o ato de “processar” uma atitude de gente que não tem o que fazer, porém, me senti desrespeitada, exposta ao ridículo, sendo assim, fiz o que todos os cidadãos de bem devem fazer, exigir seus direitos. Sensação horrível! Jesussssss, que aflição! Mal estar indescritível! E ainda por cima, vendo a presença do "judiciário", o supervisor do local demonstrou indignação, foi deselegante e omisso. No inicio fiquei em dúvida se pediria ao escrivão sigilo do BO, para evitar que meu nome fosse citado nas rádios pelos repórteres... Pude imaginar meu nome na voz do Schimitão e do Carlos Davi, são vozes da polícia, aaaiii que pavor... Mas decidi consentir. Quero mais é que toda população saiba do ocorrido e assim se encoraje a fazer o mesmo que fiz, pois como disse a senhora que me foi solidária: “nesta loja sempre acontece isso, a gente passa vergonha...”! Se todas as pessoas que passarem por isso tomarem uma atitude como a minha, certamente a loja desenvolverá um dispositivo confiável para evitar furtos e não causar mais transtornos as pessoas de conduta ilibada.
Desgastada emocionalmente
Lu Scheffelbain


Todas as reproduções, por inteiro ou em parte, devem fazer referência ao nome da autora
Lu Scheffelbain e ao blog http://eulunaluz.blogspot.com/


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