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Calma






Se você está no ponto de estourar mentalmente,
silencie alguns instantes para pensar.

Se o motivo é moléstia no próprio corpo,
a intranqüilidade traz o pior.

Se a razão é enfermidade em pessoa querida,
o seu desajuste é fator agravante.

Se você sofreu prejuízos materiais,
a reclamação é bomba atrasada,
lançando caso novo.

Se perdeu alguma afeição,
a queixa tornará você uma pessoa menos simpática,
junto de outros amigos.

Se deixou alguma oportunidade valiosa para trás,
a inquietação é desperdício de tempo.

Se contrariedades aparecem,
o ato de esbravejar afastará de você o concurso espontâneo.

Se você praticou um erro,
o desespero é porta aberta a faltas maiores.

Se você não atingiu o que desejava,
a impaciência fará mais larga a distância entre você
e o objetivo a alcançar.

Seja qual for a dificuldade,
conserve a calma trabalhando, 
porque, 
em todo problema
a serenidade é o teto da alma, pedindo o serviço 
por solução.



Por ANDRÉ LUIZ

(Do livro "Ideal Espírita", Chico Xavier, FEB)




Medita e ouve




Nas horas de alegria, quando nobres aspirações atingidas te ampliem os ideais, medita na Divina Providência que te ilumina a alma e deixa que a inspiração da Espiritualidade te auxilie a dividir a própria felicidade com aqueles que te rodeiam.

Nos dias de aflição quando problemas e provas te esfogueiam o espírito, medita na bondade ilimitada do Criador e espera com paciência as soluções desejadas, trabalhando e servindo para que se faça o melhor.

Nos momentos de tentação, quando a sombra te envolva as construções espirituais, medita no amparo do Senhor e acende a luz da resistência nos excessos do próprio ser para que te recoloques no rumo da vitória sobre ti mesmo.

Nos instantes de tristeza, quando dificuldades do sentimento te marquem a estrada, anunciando-te amargura ou desilusão, medita no Socorro Celestial e reconstituirás as próprias energias para que a fé te reajuste a serenidade.

Nas ocasiões de crises e lágrimas com que a sabedoria da vida te examina a segurança, medita no apelo de Deus e criarás nova força para vencer os obstáculos do caminho em que segues, buscando a realização dos sonhos mais íntimos.


Quanto possível, de permeio com o trabalho a que a existência te induz, em teu próprio auxílio, com base na prece, medita e ouve a música que nasce nas fontes do Eterno Bem.

Ouçamos as melodias da paz e do amor que nos lembrem a harmonia do universo e qualquer tempo, nos campos da alma, se nos transformará no calor da compreensão e na alegria da bênção.

Meimei/Chico Xavier

Nada de coitadinho




Nascido em Ituiutaba (MG), em 1 de Novembro de 1939, tendo desencarnado em 25 de Novembro de 1989, a vida do médium Jerônimo Mendonça foi um exemplo de superação de limites. Totalmente paralítico há mais de trinta anos, sem mover nem o pescoço, cego há mais de vinte anos, com artrite reumatóide que lhe dava dores terríveis no peito e em todo o corpo, era levado por mãos amigas por todo o Brasil a fora para proferir palestras. Foi tão grande o seu exemplo que foi apelidado “O Gigante Deitado” pelos amigos e pela imprensa.
Houve uma época, em meados de 1960, quando ainda enxergava, que Jerônimo quase desencarnou. Uma hemorragia acentuada, das vias urinárias, o acometeu. Estava internado num hospital de Ituiutaba quando o médico, amigo, chamou seus companheiros espíritas que ali estavam e lhes disse que o caso não tinha solução. A hemorragia não cedia e ele ia desencarnar.
- Doutor, será que podemos pelo menos levá-lo até Uberaba, para despedir-se de Chico Xavier? Eles são muitos amigos.
- Só se for de avião. De carro ele morre no meio do caminho.
Um de seus amigos tinha avião. Levaram-no para Uberaba. O lençol que o cobria era branco. Quando chegaram a Uberaba, estava vermelho, tinto de sangue.
Chegaram à Comunhão Espírita, onde o Chico trabalhava então. Naquela hora ele não estava, participava de trabalho de peregrinação, visita fraterna, levando o pão e o evangelho aos pobres e doentes.
Ao chegar, vendo o amigo vermelho de sangue disse o Chico:
- Olha só quem está nos visitando! O Jerônimo! Está parecendo uma rosa vermelha!
Vamos todos dar uma beijo nessa rosa, mas com muito cuidado para ela não “despetalar”.
Um a um os companheiros passavam e lhe davam um suave beijo no rosto. Ele sentia a vibração da energia fluídica que recebia em cada beijo. Finalmente, Chico deu-lhe um beijo, colocando a mão no seu abdome, permanecendo assim por alguns minutos. Era a sensação de um choque de alta voltagem saindo da mão de Chico, o que Jerônimo percebeu. A hemorragia parou.
Ele que, fraco, havia ido ali se despedir, para desencarnar, acabou fazendo a explanação evangélica, a pedido de Chico, em seguida vem à explicação:
- Você sabe o porquê desta hemorragia, Jerônimo?
- Não, Chico.
- Foi porque você aceitou o “Coitadinho”.Coitadinho do Jerônimo,coitadinho... Você desenvolveu a autopiedade. Começou a ter dó de você mesmo. Isso gerou um processo destrutivo. O seu pensamento negativo fluidicamente interferiu no seu corpo físico, gerando alesão. Doravante, Jerônimo, vença o coitadinho. Tenha bom ânimo, alegre-se, cante, brinque, para que os outros não sintam piedade devocê.
Ele seguiu o conselho. A partir de então, após as palestras, ele cantava e contava histórias hilariantes sobre as suas dificuldades. A maioria das pessoas esquecia, nestes momentos, que ele era cego e paralítico. Tornava-se igual aos sadios.
Sobreviveu quase trinta anos após a hemorragia “fatal”. Venceu o “coitadinho”.

Que essa história nos seja um exemplo, para que nos momentos difíceis tenhamos bom ânimo, vencendo a nossa tendência natural de auto piedade e esmorecimento.

Matéria extraída do Jornal Espírita de Setembro de 2007.


Mensagem de Chico Xavier




A sua irritação não solucionará problema algum...
As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas...
Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.
O seu mau humor não modifica a vida...
A sua dor não impedirá que o sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus...
A sua tristeza não iluminará os caminhos...
O seu desânimo não edificará ninguém...
As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade...
As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você...
Não estrague o seu dia.
Aprenda a sabedoria divina,
A desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre...
Para o infinito bem!





Mensagem de Chico Xavier



A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.

A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.

A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos...

TUDO BEM!

O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum...
é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos.

Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.