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Filhos de Xangô


 


Xangô, o Deus da Justiça, Senhor das pedreiras, exerce uma influência muito forte em seu filho.  Todos os Orixás, evidentemente, são justos, e transmitem este sentimento aos seus filhos.

Entretanto, em Xangô, a Justiça deixa de ser uma virtude, para passar uma obsessão, o que faz de seu filho um sofredor, principalmente porque o parâmetro da Justiça é o seu julgamento, e não o da Justiça Divina, quase sempre diferente do nosso, muito terra.  Esta análise é muito importante.

O filho de Xangô apresenta um tipo firme, enérgico, seguro e absolutamente austero.  Sua fisionomia, mesmo a jovem, apresenta uma velhice precoce, sem lhe tirar, em absoluto, a beleza ou a alegria.

Tem comportamento medido.  É incapaz de dar um passo maior que a perna e todas as suas atitudes e resoluções baseiam-se na segurança e chão firme que gosta de pisar.  É tímido no contato mas assume facilmente o poder do mando.
          
É eterno conselheiro, e não gosta de ser contrariado, podendo facilmente sair da serenidade para a violência, mas tudo medido, calculado e esquematizado.  Acalma-se com a mesma facilidade quando sua opinião é aceita.  Não guarda rancor.  A discrição faz de seus vestuários um modelo tradicional.

Quando o filho de Xangô consegue equilibrar o seu senso de Justiça, transferindo o seu próprio julgamento para o Julgamento Divino, cuja sentença não nos é permitido conhecer, torna-se uma pessoa admirável.
  
O medo de cometer injustiças muitas vezes retarda suas decisões, o que, ao contrário de lhe prejudicar, só lhe traz benefícios.

O grande defeito dele é julgar os outros.  Se aprender a dominar esta característica, torna-se um legítimo representante do Homem Velho, Senhor da Justiça, Rei da Pedreira.  Por falar em pedreira, adora colecionar pedras.

Cor: Marrom.

Ervas:
Folhas de Limoeiro; Erva Moura; Erva Lírio; Folhas de Café; Folhas de Mangueira; Erva de Xangô.

Xangô Manda Na Razão




Comemoramos em 28/10 o dia de São Judas Tadeu sincretizado na Umbanda com Xangô do Oriente e em 30/09, dia de São Jerônimo, sincretizado com a vibração Pura de Xangô.                         

Xangô é o Orixá da Justiça e do Equilíbrio, senhor do fogo, dos trovões e das pedreiras. Não cede nem à flexão e nem à pressão, é rígido e estável como as rochas, julga de forma severa mas sem precipitação e finalmente estabelece a ordem tranquilizadora.

Devemos estar preparados e conscientes ao pedir Justiça a Xangô pois ela será feita, mas não a justiça dos homens e sim a Justiça Divina. Xangô é o Orixá da Justiça e seu campo preferencial de atuação é a razão, despertando nos seres o senso de equilibrio e equidade, já que só conscientizando e despertando para os reais valores da vida a evolução se processa num fluir contínuo. 

Xangô é a divindade que rege o fogo, o trovão, os raios, muito semelhante a Javé, Zeus, Odin e Tupã. Pode através da sua justiça, dispensar favores, movendo favoravelmente ventos, raios, trovões para nos defender e para ganharmos causas. A sua Lei é como a rocha, dura, justa, cega. Portanto, devemos pensar duas vezes antes de batermos a mão, a cabeça e clamarmos por justiça, pois se a nossa demanda for justa ele nos amparará e se não for, aos rigores de sua Lei, seremos chamados e o seu raio de correção virá para cima de nós mesmos.

Então quando nos sentirmos injustiçados devemos pedir que Xangô nos esclareça e se estivermos certos então que ele esclareça a outra parte e se esta não ouvir, então não precisamos nem pedir, que a Lei de Ação e Reação é automática e se cumprirá a justiça de Xangô em nossas vidas.

Na pedreira com Iansã, Xangô nos traz o arrojo, a determinação, a fortaleza, a segurança, a firmeza e a sustentação.
Na cachoeira junto com Oxum, nos purifica, nos energiza, nos dá vida, vigor, saúde e inteligência. Kaô-Kabecilê!






Explicando a Umbanda



 

O vocábulo Umbanda, com sete letras e três sílabas, é uma corruptela da palavra místico-sagrada aum-ban-dan, cujo significado é "lado de Deus", "O que vem de Deus", "Conjunto das Leis de Deus". Possui influências dos cultos indígenas, africanistas, do espiritismo, do catolicismo e das religiões e filosofias do Oriente.

 

As primeiras manifestações dos Espíritos de Luz designados para esse trabalho, sob forma de Caboclos e Pretos Velhos, foram rechaçados nas sessões espíritas e classificados como "espíritos atrasados". Essa situação permaneceu até 15 de novembro de 1908, quando um jovem de 17 anos, chamado Zélio Fernandino de Moraes, compareceu a uma sessão da Federação Espírita, em Niterói, e foi convidado a participar da mesa, manifestando-se nele um espírito que se identificou como Caboclo das Sete Encruzilhadas, dizendo então, que assim seria chamado porque para ele não haveria caminhos fechados. Relatou o teor da sua missão; reorganizar a Umbanda, estabelecendo as bases de um culto, no qual os índios (caboclos) e os escravos (pretos velhos) viriam para o cumprimento de missão determinada pelo astral superior, e proferindo uma frase que se tornou famosa e se eternizou por tão real; "levarei daqui uma semente e vou plantá-la nas neves, onde ela se transformará em árvore frondosa". E assim foi.

Os médiuns usariam roupa branca; não seria permitida retribuição financeira pelo atendimento ou pelos trabalhos realizados; ficavam proibidas as matanças (sacrifícios de animais); evangelização seria a palavra-chave desse culto. A umbanda reverencia doze Orixás, e estes formam um conjunto, juntamente com inúmeros outros seres que também trabalham para o bem maior da humanidade, cada um com a sua função. Assim, sete são as linhas de vibração, encimadas pelos Sete Orixás Maiores ou Principais. São denominadas as Sete Linhas de Umbanda. Cada Linha representa uma força cósmica, tendo os Caboclos, Pretos Velhos, Ibejis e Exus como entidades medianeiras entre os Orixás e os homens.

Oxalá é o maior dos Orixás. Jesus Cristo é o Pai-Oxalá. É o governante do planeta Terra. O grande respeito e a maneira superlativa do nome-Oxalá - já o identifica como sendo mais que um Orixá, tratando-se pois, do Chefe Supremo. Seu elemento é o ar. Tem entidades medianeiras próprias e os elementais do ar a seu serviço. É saudado com a exclamação: Eia Babá! Tem a sua representação no astro-rei - o Sol. A cor da linha de Oxalá é a branca.

N.Sra. da Glória, Iemanjá e Nanã. A segunda linha de vibração figuram dois Orixás das águas: a água do mar - Iemanjá - sincretizada (sobretudo no Rio de Janeiro) com N. Sra. da Glória e a água do céu ou da chuva - Nanã ou Nanãburoque, em correspondência católica com N. Sra. de Sant'Ana. Têm entidades medianeiras e os elementais das águas, respectivamente, do mar e da chuva, a seu serviço. Iemanjá é saudada com a expressão: Ofê-Iába ou O-Miô! Para Nanã é dirigida a saudação: Saluba! O astro representativo de Iemanjá e Nanã é a Lua. Suas cores são: branco cristalino (Iemanjá) e lilás ou roxo para Nanã.

Ibejis, São Jorge, Ogum. A terceira linha é a dos Orixás da magia. Ogum é sincretizado (principalmente no Rio de Janeiro) com São Jorge e os Ibejis são assimilados a São Cosme e São Damião (associados ainda a Doum). Tem entidades medianeiras (Caboclos de Ogum e Crianças) e os elementais do fogo a seu dispor. Ogum é saudado assim: Ogum-lê! Para Ibeji não existe uma saudação especial. Ogum recebe a consagração do planeta Marte. Suas cores características são: vermelho e branco para Ogum e rosa (podendo adicionar o azul) para os ibejis ou crianças.

O reino vegetal, a mata representa Oxóssi e Ossãe. Oxóssi tem sua correspondência com São Sebastião (Rio de Janeiro). Na Umbanda, Oxóssi absorveu a cultuação Afro-brasileira dedicada a Ossãe. possui as entidades medianeiras (Caboclos da mata) e os elementais do reino vegetal a seu serviço. A saudação feita a Oxóssi é: Okê Bambe ôclim. Seu planeta é Mercúrio. Sua cor, o verde.

Iansã, Santa Bárbara e Xangô (São Jerônimo, São Pedro, São Joa Batist*a). Xangô e Iansã são da quinta linha. Xangô representando o Reino Mineral, e Iansã, o tempo - os raios, as tempestades e os ventos. A invocação endereçada a Xangô envolve desde os Doze apóstolos, a todos os santos velhos. Iansã é sincretizada com Santa Bárbara. Tem entidades medianeiras (sobretudo caboclos de Xangô, Caboclas de Iansã e Mestres do Oriente) e elementais do reino mineral a seu serviço. Xangô é saudado com a exclamação: Caô cabecilê! E Iansã: Eparei! seu planeta, Júpiter. a cor de Xangô é marrom e de Iansã é o amarelo ou vermelho-coral.

Na mesma faixa vibratória temos: Oxum representada pela água da terra ou água doce (rios e cachoeiras) e Oxumaré pelo arco-íris, união do mundo visível e invisível. Na Umbanda há uma fusão na invocação para Oxum e Oxumaré. Oxum é assimilada, notadamente no Rio, com N. Sra. da Conceição. Possui entidades medianeiras (principalmente Caboclas) e elementais da água doce a seu serviço. É saudada com a exclamação: Aiê, Ieu! Seu planeta é Vênus. A cor de Oxum é o azul-claro ou azul celeste.

Omolu ou Obaluaiê, ou ainda Xapanã, identifica-se com o elemento terra. Este Orixá é conhecido como senhor da Morte, assenta-se no cruzeiro dos cemitérios. É *sincretizado com São Lázaro e São Roqu*e. Tem entidades medianeiras (principalmente Pretos Velhos) e elementos da terra a seu serviço. Sua saudação, Atôtô-Iê. Seu planeta é Saturno. Tem como cor o preto ou preto e branco.

Os Caboclos (índios) representam a força e a energia dos trabalhos e das sessões, agindo sempre com muita altivez, como desbravadores dos caminhos da espiritualidade e da fé. Na linha de Caboclos vamos encontrar os ligados aos * rixás Ogum, Xangô e Oxóssi.*

Os Pretos Velhos são denominados de magos velhos da magia e das sete ciências ocultas. São entidades profundamente doces, autênticos vovós e vovôs, que escutam todos os queixumes dos filhos de fé, e os orientam e consolam. Vale aqui citarmos a importante mensagem contida em "As Sete Lágrimas de um Preto Velho: "Num cantinho de um terreiro, sentado num banquinho pitando seu cachimbo, um triste Preto Velho chorava... sete lágrimas desciam-lhe pelas faces. 'A primeira', diz o Preto Velho, 'eu dei a esses indiferentes que aqui vem em busca de distração para sairem ironizando o que sua mentes ofuscadas não podem conceber... a segunda, a esses eternos duvidosos que acreditam, na expectativa de um milagre que os façam alcançar aquilo que seus próprios merecimentos negam... a terceira, distribuí aos maus, aqueles que somente procuram a Umbanda em busca de vingança, desejando sempre prejudicar seus semelhantes... a quarta, aos frios e calculistas que sabem que existe uma força espiritual e procuram beneficiar-se delas de qualquer forma e não conhecem a palavra gratidão... a quinta, chega suave, tem o riso e o elogio da flor dos lábios, mas se olharem bem o seu semblante, estará escrito: creio na Umbanda, nos Caboclos e no seu Zambi, mas somente se vencerem o meu caso ou me curarem disso ou daquilo... a sexta, eu dei aos fúteis que vão de centro em centro, não acreditando em nada, buscam aconchegos e conchavos e seus olhos revelam um interesse diferente... a sétima, filho, notas como deslizou pesado! Foi a última lágrima, aquela que vive nos olhos de todos Orixás. Fiz doações dessas aos médiuns vaidosos que só aparecem no centro em dia de festas e faltam as doutrinas. Esquecem, que existem tantos irmãos precisando de caridade e tantas crianças precisando de amparo material e espiritual... assim, meu filho, foi para todos esses que vistes rolar e cair uma a uma 'As Sete Lágrimas de um Preto velho'."

A linha das Crianças é a da pureza e do amor. O termo "criança" aqui é puramente simbólico, pois trata-se de uma roupagem fluídica, escolhida pelo espírito para assim se apresentar, por melhor se adequar à missão que precisa cumprir.

Há Povo da Água e do Oriente. O Povo do Oriente fala pouco e, quando o faz, o seu linguajar é perfeito e bastante correto. Não gosta de dar consultas. Raramente usa o termo "chefia de cabeça" e sempre demonstra muita sabedoria e amplos conhecimentos filosóficos e esotéricos. Na Umbanda, os componentes desse Povo são chamados de Mestres da Linha do Oriente (egípcios, tibetanos, chineses, etc).

O povo D'Água, geralmente representado pelas Caboclas das Águas, identifica-se com os Orixás ditos femininos, numa convergência com diferentes representações de Nossa Senhora (Virgem Maria).

Exu, Pomba-Gira e Zé Pelintra. Na Umbanda, Exu, Pomba-Gira Cigana e Zé Pelintra trabalham para o bem. Os Exus auxiliam na abertura dos caminhos e a proteção de terreiros e médiuns contra espíritos pertubadores durante a gira. São considerados "policiais", que agem nos sub-mundo espiritual.


Fonte :Federação Brasileira de Umbanda
http://www.xamanismo.com.br/Teia/SubTeia1192578971It003


OXUM



Mãe da água doce, Rainha das cachoeiras, deusa da candura e da meiguice, dona do ouro. Oxum é a Rainha de Ijexá. Orixá da prosperidade, da riqueza, ligada ao desenvolvimento da criança ainda no ventre da mãe.
Oxum exerce uma ampla influência no comportamento dos seres humanos, regendo principalmente o lado teimoso e manhoso, além daquele espírito  maquiavélico que existe em todos nos.
Dizem que “ a vingança é um prato que deve ser servido frio” e a articulação da vingança e seus pormenores tem a influência  desta força da Natureza. No bom sentido, Oxum é o “veneno” das palavras, é o comportamento piegas das pessoas, é a forma “metida”, esnobe, apresentada, principalmente pelo sexo feminino. Oxum é o cochicho, o segredinho, a fofoca. Geralmente está presente quando um grupo de mulheres se reúne. É o seu habitat, pois está encantada nas conversas, nos risinhos, nos comentários, nas intriguinhas.
Oxum rege o charme, o it, a pose. Tudo que está ligado à sensualidade, à sutileza, ao dengo, tem a regência de Oxum. Esta força é que desenvolve tais sentimentos e comportamentos nos indivíduos, sendo o sexo feminino o mais influenciado.
Oxum também é o flerte, o namoro, a paquera, o carinho. É o amor, puro, real, maduro, solidificado, sensível. Oxum não chega a ser a paixão. Esta é Iansã . Oxum é o amor, aquele verdadeiro. Ela propicia e alimenta este sentimento nos homens, fazendo-os ser mais calmos e românticos.
Realmente, Oxum é a Deusa do Amor. Sua força está presente  no dia-a-dia, pois que não ama de verdade? Embora o  mundo de hoje esteja tumultuado demais, ainda existe espaço no coração do homens para o amor. Ele ainda existe, e Oxum é quem  gera este sentimentos mágico. Aliais, Oxum está muito intimamente ligada à magia. É sabido pelo povo do  candomblé que o filhos de Oxum são muito chegados ao feitiço. E isso tem explicação: Oxum é a divindade africana mais ligada às Yámi Oxorongá, feiticeiras, bruxas. Com elas aprendeu a arte da magia. Por isso, os filhos de Oxum são tão poderosos nesta arte.
Mas a magia está  presente em quase tudo que fazemos, principalmente no que se refere ao coração, ao sentimento. Oxum é o encanto desses momentos, sua presença se dá nessas horas.
Oxum é os sentimentos doces, equilibrados, maduros, sinceros, honestos. É o sentimento definitivo, aquele que dura a toda a vida. Oxum é a paz no coração, é o saber que “amo e sou amado”.
Mas ele se encanta também na manha, no denguinho feminino, na vontade de ter algo, apenas por ter. Ela é o mimo, a menininha mal acostumada. É a sensualidade do “biquinho” feminino, quando quer uma coisa. É o charme!
Oxum também é a água doce, o olho d’água, onde encanta seu filho Logun-Éde. É a cachoeira, o rio, que também tem a regência de seu filho. É a queda da água da cascata.
Regente do ouro, ela está presente e se encanta em joalherias e outros lugares onde se trabalha com ouro, seu metal predileto e de regência absoluta. É a protetora dos ourives. Oxum é o próprio outro, e está presente em todas as peças e jóias feitas com este metal.
Entretanto, a regência  mais fascinante de Oxum é a fecundação, melhor, o processo de fecundação. Na multiplicação da célula mater – que vai gerar a criança, a nova vida no ventre – Exu entrega a regência  para Oxum, que vai cuidar do embrião, do feto, até o nascimento. É Oxum que vai evitar o aborto, manter a criança viva e sadia na barriga da mãe. É Oxum que vai reger o crescimento desta nova vida que estará, neste período de gestação, numa bolsa de água – como ela, Oxum, rainha das águas. É sem duvida alguma, uma das regências mais fascinantes, pois é o inicio, a formação da vida. E Oxum “tomará conta” até o nascimento, quando, então, entregará para Yiá Ori (Iemanjá), que dará destino àquela criança.
Como disse antes, Oxum é uma força da Natureza muito presente em nossas vidas, já que todos nós fomos gerados no útero materno; todos nós convivemos, ainda na barriga da mãe, com Oxum e, num breve sentimento de carinho e amor, estaremos desenvolvendo esta força dentro de nós. Oxum é o amor e a capacidade de sentir amor. E se amamos algo ou alguém é porque ela está viva dentro de nós.

Mitologia
Filha de Oxalá, Oxum sempre foi uma moça  muito curiosa, bisbilhoteira, interessada em aprender de tudo. Como sempre fora mimosa e manhosa, além de muito mimada, conseguia tudo do pai, o deus da brancura. Sempre que Oxalá queria saber de algo, consultava Ifá. O Senhor da adivinhação, para que ele visse o destino  a ser seguido. Ifá, por sua vez, sempre dizia à Oxalá:
- Pergunte a Exu, pois ele tem o poder de ver os búzios!
E este acontecimento se repetia a cada vez que Oxalá precisava saber de algo. Isto intrigou Oxum, que pediu ao pai para aprender a ver o destino. E Oxalá disse à filha:
- Oxum, tal poder pertence a Ifá, que proporcionou a Exu o conhecimento de ler e interpretar os búzios. Isto não pode lhe dar!
Curiosa Oxum procurou, então, uma saída. Sabia que o segredo dos búzios estava com Exu e procurou-o para lhe ensinasse.
- Ensina-me, Exu! Eu também quero saber como se vê o destino.
Ao que Exu respondeu:
Não, não! O segredo é meu, e me foi dado por Ifá. Isso eu não ensino!
Exu estava intransigente. Oxum sabia disso e sabia que não conseguiria não conseguiria nada com ele. Partiu, então, para a floresta, onde viviam as feiticeiras Yámi  Oxorongá. Cuidadosa, foi se aproximando pouco a pouco do âmago da floresta. Afinal, sua curiosidade e a decisão de desbancar Exu eram mais fortes que o medo que sentia.
Em dado momento deparou-se com as Yámi, empoleiradas nas árvores. Entre risos e gritos alucinantes, perguntaram À jovem Oxum:
- O que você quer aqui mocinha?
- Gostaria de aprender a magia! Disse Oxum, em tom amedrontado.
- E por que quer aprender a magia?
- Quero enganar Exu e descobrir o segredo dos búzios!
As Yámi, há muito querendo “pegar Exu pelo pé”, resolveram investir na jovem Oxum, ensinando-lhe todo o tipo de magia, mas advertiram que, sempre que Oxum usasse o feitiço, teria que fazer-lhes uma oferenda. Oxum concordou e partiu.
Em seu reino, Oxalá já se preocupava com a demora da filha que, ao chegar, foi diretamente ao encontro de Exu. Ao encontrar-se com este, Oxum insistiu:
- Ensina-me a ver os búzios, Exu?
- Não e não! Foi sua resposta.
Oxum, então, com a mão cheia de um pó brilhante, mandou que Exu olhasse e adivinhasse o que tinha escondido entre os dedos. Exu chegou perto e fixou o olhar. Oxum, num movimento rápido, abriu a mão e soprou o pó no rosto de Exu, deixando-o temporariamente cego.
- Ai! Ai! Não enxergo nada, onde estão meus búzios? Gritava Exu.
Oxum, fingindo preocupação e interesse em ajudar, perguntou a Exu:
- Eu os procuro, quantos búzios, formam o jogo?
- Ai! Ai! São 16 búzios. Procure-os para mim, procure-os!
- Tem certeza de que são 16, Exu? E por que seriam 16?
- Ora, ora, porque 16 são os Odus e cada um deles fala 16 vezes, num total de 256.
- Ah! Sei. Olha, Exu, achei um, ele é grande!
- É Okanran! Ai! Ai!  Não enxergo nada!
- Olha, achei outro, é menorzinho.
- É Eji-okô, me dê, me dê!
- Ih! Exu,. Achei um compridinho!
- E Etá-Ogundá, passa para cá....
E assim foi , até chegar ao ultimo Odu, Inteligente, oxum guardou o segredo do jogo e voltou ao seu reino. Atrás de si, deixou Exu com os olhos ardidos e desconfiados de que fora enganado.
- Hum! Acho que essa garota me passou para trás!
No reino de Oxalá, Oxum disse ao seu pai que procurara as Yámi, que com elas aprendera a arte da magia e que tomara  de Exu o segredo do Jogo de Búzios. Ifá, o Senhor da adivinhação, admirado pela coragem e inteligência de Oxum, resolveu dar-lhe, então, o poder do jogo e advertiu que ela iria regê-lo juntamente com Exu.
Oxalá quis saber ao certo o porquê de tudo aquilo e pediu explicações à filha. Meiga, Oxum respondeu ao pai:
- Fiz  tudo isso por amor ao Senhor, meu pai. Apenas por amor!
“Ora Yê Yê, amor.... Ora Yê Yê, Oxum...

Dados
Dia: Sábado;
Data: 8 de dezembro;
Metal: latão e ouro, o bronze e o cobre;
Cor: amarelo;
Partes do corpo: todo o rosto, o baixo ventre, o baço; às vezes o coração; patrona do ventre; a terceira visão e a circulação sanguínea  (os rios);
Comida: omoolocum e banana fritas;
Arquétipos: calmos, carinhosos, desprendidos, vaidosos, volúveis, altruístas, sonhadores, muito elegantes apaixonados, por jóias, perfumes e vestimentas caras; símbolo do charme e beleza, sensuais, porém reservados, evitam chocar a opinião publicar à qual dão grande importância; sob sua aparência calma e sedutora, escondem uma vontade muito forte, um grande desejo de ascensão social.

Pai Xangô; Filhos de Xangô; Uma lenda de Xangô




PAI XANGÔ
          
               
           Xangô é o Orixá da Justiça e seu campo preferencial de atuação é a razão, despertando nos seres o senso de equilíbrio e eqüidade, já que só conscientizando e despertando para os reais valores da vida a evolução se processa num fluir contínuo.          Comentar sobre o Orixá Xangô é dispensável pois é muito conhecido dos praticantes de Umbanda.  Logo, nos limitamos a comentar alguns de seus aspectos.           O Trono Regente Planetário se individualiza nos Sete Tronos Essenciais, que projetam-se energética, magnética e vibratoriamente e criam sete linhas de forças ou irradiações bipolarizadas, pois surgem dois pólos diferenciados em positivo e negativo, irradiante e absorvente, ativo e passivo, masculino e feminino, universal e cósmico.           Uma dessas projeções é a do Trono da Justiça Divina que, ao irradiar-se, cria a linha de forças da Justiça, pontificada por Xangô e Egunitá (divindade natural cósmica do Fogo Divino).            Na linha elemental da Justiça, ígnea por excelência,  Xangô e Egunitá são os pólos magnéticos opostos.  Por isto eles se polarizam com a linha da Lei, que é eólica por excelência.           Logo, Xangô polariza-se com a eólica Iansã e Egunitá polariza-se com o eólico Ogum, criando duas linhas mistas ou linhas regentes do Ritual de Umbanda Sagrada.  O Orixá Xangô é o Trono Natural da Justiça e está assentado no pólo positivo da linha do Fogo Divino, de onde se projeta e faz surgir sete hierarquias naturais de nível intermediário, pontificadas pelos Xangôs regentes dos pólos e níveis vibratórios intermediários da linha de forças da Justiça Divina           Estes sete Xangôs são Orixás Naturais; são regentes de níveis vibratórios; são multidimensionais e são irradiadores das qualidades, dos atributos e das atribuições do Orixá maior Xangô.           Eles aplicam os aspectos positivos da justiça divina nos níveis vibratórios positivos e polarizam-se com os Xangôs cósmicos, que são os aplicadores dos aspectos negativos da justiça divina.  Como, na Umbanda, quem lida com os regentes desses aspectos são os Exus e as Pomba-giras, então não vamos comentá-los e nos limitaremos aos regentes dos pólos positivos intermediários, que formam suas hierarquias de Orixás Intermediadores, que pontificam, na Umbanda, as linhas de trabalhos espirituais.           Estes Xangôs intermediários, tal como todos os Orixás Intermediários, possuem nomes mântricos que não podem ser abertos ao plano material.  Muitos os chamam de Xangô da Pedra Branca, Xangô Sete Pedreiras, Xangô dos Raios, Xangô do Tempo, Xangô da Lei, etc.  Enfim, são nomes simbólicos para os mistérios regidos pelos Orixás Xangôs intermediários.  Só que quem usa estes nomes simbólicos não são os regentes dos pólos magnéticos da linha da Justiça, e sim os seus intermediadores, que foram "humanizados" e regem linhas de caboclos que manifestam-se no Ritual de Umbanda Sagrada comandando as linhas de trabalhos de ação e de reação.  Eles são os aplicadores "humanos" dos aspectos positivos da Justiça Divina.          

Oferenda: Velas brancas, vermelhas e marrom; cerveja escura, vinho tinto doce e licor de ambrosia; flores diversas, tudo depositado em uma cachoeira, montanha ou pedreira. 
 
TRECHOS EXTRAÍDOS DO LIVRO "O CÓDIGO DA UMBANDA" DE RUBENS SARACENI; E QUE SE ENCONTRA, TAMBÉM, NO SITE GUARDIÕES DA LUZ.
                                                          
FILHOS DE XANGÔ

          Xangô, o Deus da Justiça, Senhor das pedreiras, exerce uma influência muito forte em seu filho.  Todos os Orixás, evidentemente, são justos, e transmitem este sentimento aos seus filhos.          Entretanto, em Xangô, a Justiça deixa de ser uma virtude, para passar uma obsessão, o que faz de seu filho um sofredor, principalmente porque o parâmetro da Justiça é o seu julgamento, e não o da Justiça Divina, quase sempre diferente do nosso, muito terra.  Esta análise é muito importante.          O filho de Xangô apresenta um tipo firme, enérgico, seguro e absolutamente austero.  Sua fisionomia, mesmo a jovem,
apresenta uma velhice precoce, sem lhe tirar, em absoluto, a beleza ou a alegria.
         
Tem comportamento medido.  É incapaz de dar um passo maior que a perna e todas as suas atitudes e resoluções baseiam-se na segurança e chão firme que gosta de pisar.  É tímido no contato mas assume facilmente o poder do mando.
          É eterno conselheiro, e não gosta de ser contrariado, podendo facilmente sair da serenidade para a violência, mas tudo medido, calculado e esquematizado.  Acalma-se com a mesma facilidade quando sua opinião é aceita.  Não guarda rancor.  A discrição faz de seus vestuários um modelo tradicional.          Quando o filho de Xangô consegue equilibrar o seu senso de Justiça, transferindo o seu próprio julgamento para o Julgamento Divino, cuja sentença não nos é permitido conhecer, torna-se uma pessoa admirável.            O medo de cometer injustiças muitas vezes retarda suas decisões, o que, ao contrário de lhe prejudicar, só lhe traz benefícios.          O grande defeito dele é julgar os outros.  Se aprender a dominar esta característica, torna-se um legítimo representante do Homem Velho, Senhor da Justiça, Rei da Pedreira.  Por falar em pedreira, adora colecionar pedras.Cor: Marrom.

Ervas:
Folhas de Limoeiro; Erva Moura; Erva Lírio; Folhas de Café; Folhas de Mangueira; Erva de Xangô.


Obs.:
XANGÔ CAÔ – SÃO JERÔNIMO; XANGÔ AGODÔ – SÃO  JOÃO BATISTA;  XANGÔ AGANJÚ – SÃO PEDRO.

UMA LENDA DE XANGÔ
                                                    
                
          Xangô foi o terceiro Aláâfin de Oyó, Rei de Oyó, filho de Oranian e Torosi, a filha de Elenpê, rei dos Tapás; Foi criado no país de sua mãe indo mais tarde para Kóso (Kossô).  O povo de Kossô não o aceitava porque Xangô tinha um caráter muito violento, dominador e impetuoso, mas conseguiu se impor através da força.          Em seguida foi para Oyó, junto com seu povo e aí criou um bairro que recebeu o nome de Kossô, conservando assim o seu título de Obá Kossô. Dadá-Ajaká, filho mais velho de Oranian e irmão de sangue de Xangô, reinavam em Oyó, e por ser muito calmo e pacífico não tinha a energia que se precisava na época para ser um chefe ou um Rei.          Xangô o destronou e Dadá-Ajaká exiliou-se durante sete anos em Igboh.  Mais tarde, quando Xangô deixou Oyó, Dadá-Ajaká voltou a reinar, só que desta vez diferente, mostrando-se guerreiro e muito valente, indo também contra a família materna de Xangô atacando os Tapás.          Xangô teve três esposas: Oyá, Oxum e Obá.  Xangô era muito atrevido e violento, porém, grande justiceiro, sempre castigando os ladrões e malfeitores.  Por este motivo diz-se quem teve morte por raio, ou sua casa ou negócio queimado pelo fogo, foi vítima da ira ou cólera de Xangô. 

                                                                                        C. V. ZARICHTA

SALVE IEMANJÁ! FAÇA EM SUA CASA ESTE RITUAL PODEROSO PARA A RAINHA DO MAR!





Por Rakel Possi - rakelpossi@rakelpossi.com

Iemanjá é filha de Olokum. Casou-se com Olofin e teve com ele dez filhos que receberam nomes simbólicos e tornaram-se orixás. Um dos seus filhos mais conhecidos é Oxumaré que significa o Arco-Íris. Diz-se que assim como o arco-íris, ele aparece e revela seus segredos. Outro filho é Ogum, os dois são muito conhecidos no Brasil.
Iemanjá estava cansada de permanecer em Ifé e decidiu fugir. Conheceu Okere, rei de Xaki, que a pediu em casamento. Iemanjá que continuava sendo muito bonita aceitou, mas com uma condição: que ele jamais rirá do tamanho enorme dos seus seios.

Okere, muito gentil e educado, tratou-a sempre com amor e respeito. Mas um dia numa comemoração ele bebeu vinho demais e sem ter noção do que estava fazendo tropeçou em Iemanjá que o chamou de bêbado. Okeré, então, gritou que ela tinha seios enormes e balançantes. Iemanjá se sentiu ofendida e fugiu correndo. Na correria, deixou cair uma garrafa que ela cuidava com muito desvelo porque tinha lhe sido dada pela mãe dela, Olukum, antes de morrer dizendo-lhe que somente a quebrasse em caso de perigo muito grande.
Ao cair, a garrafa se quebrou e dela saiu água, da qual nasceu um rio. Iemanjá navegou por este rio que a levaria ao oceano, onde vivia sua mãe Olokum. Mas Okeré, seu marido, não queria que Iemanjá fosse embora e para cortar o seu caminho se transformou numa montanha (que até hoje leva seu nome) e se colocou no caminho dela.
Iemanjá tentou passar por um lado, a montanha se movia para o mesmo lado; Iemanjá tentou passar pelo outro, a montanha se movia para o outro lado.

Vendo-se impedida de chegar à casa da sua mãe, Iemanjá chamou pela ajuda do mais poderoso de seus filhos: Xangô. Ele chegou muito seguro do seu poder e pediu uma oferenda primeiro para depois ajudá-la. Depois ele anunciou que assim que passasse esse dia, Iemanjá ia encontrar a saída certa e poderia passar para a casa da mãe Olokum.
De noite, Xangô desfez todos os nós das cordas que prendiam a chuva e nuvens começaram a aparecer por todos os lados. Quando todas se reuniram Xangô, chegou com o seu raio e o lançou sobre a montanha Okeré que se abriu em duas permitindo que Iemanjá passasse.
Deste modo, ela chegou ao mar onde permanece até hoje junto da sua mãe. Assim, Iemanjá se encontra em todos os lugares onde bate o mar e recebe oferendas para se manter quieta e tranquila.

Iemanjá é Orixá de água doce como Oxum, mas devido a esta lenda ela é considerada Rainha do Mar. Junto com Oxum, cuida das crianças: Oxum protege na gestação e Iemanjá no parto. Como todo orixá ela é africana e, portanto, negra. A imagem mais difundida e conhecida que a representa como branca de longos cabelos pertence à Umbanda no sincretismo com Nossa Senhora dos Navegantes.
Na Umbanda, é reconhecida com diversos nomes de acordo com a região em que estiver sendo cultuada: Princesa do Mar, Senhora do Mar, Rainha do Mar, Janaína, Inaê, Iara, Mãe dÁgua, Sereia.

A Festa Tradicional dentro do Candomblé é na Bahia (Brasil), no dia 2 de fevereiro. No Rio de Janeiro e nas cidades à beira mar é saudada, no dia 31 de dezembro, na passagem para o novo ano. Os filhos de Iemanjá são voluntariosos, rigorosos, protetores, impetuosos e, às vezes, arrogantes. Respeitam a hierarquia, e se fazem respeitar, são justos e formais.
São maternais preocupando-se com os outros. Reservados e sérios, não gostam muito de falar da própria vida. Sem chegar a ser como a vaidosa Oxum, elas também gostam de luxo, jóias e das cores azuis e roupas vistosas.
Ela é, por excelência, o arquétipo da maternidade. Gerou dez filhos e sabe ser generosa como foi seu ventre: a Oxum lhe deu de presente o rio que leva seu nome; a Ogum lhe deu de presente um pedaço de mar nasceu, assim, Ogum Beira Mar.

Seu Axé, ou Força Cósmica Espiritual, é assentado sobre conchas do mar, colocadas dentro de um alguidar ou recipiente de cerâmica azul claro e enfeitado com colares e lenços das cores do Orixá: azul claro e branco.
Os atributos simbólicos de Iemanjá são: Sol, Lua Cheia, uma âncora, uma canoa, sete ramos de flores brancas, argolas de prata, uma chave e uma estrela do mar.
Outros adornos que ela gosta de receber são as coisas do mar e da água doce: patinhos, redes, peixes, cavalos marinhos, dentre outras coisas. E leques redondos de metal prateado enfeitados com conchas do mar e búzios e iruquerés (que parece um rabo de cavalo) também enfeitados com símbolos das águas.

Comida: Entre suas comidas preferidas estão o milho branco, com leite de coco e açúcar (epo) a canjica, azeite, sal e cebola, peixes de água doce e entre as frutas, a ela pertence o mamão.

Seu dia é o Sábado que se lhe consagra junto com outras Divindades como Oxum. Seus adeptos devem usar contas de vidro transparente e se vestem de azul claro e branco.

Iemanjá é sensível às atenções que se tenham com seus filhos e também recebe com alegria os presentes daqueles a quem faz favores. Pela sua sabedoria ela é consultada por todos os orixás em caso de desespero.
Diz a tradição do candomblé que há sete caminhos para se chegar ao mar, que são conhecidos como sete qualidades de Iemanjá.

Wicca - Deusa lunar representa o ritmo da vida que se repete, ciclicamente, assim como as marés ela está ligada a tudo o que tem água. Iemanjá preside os nascimentos e para Ela se fazem rituais antes do parto. Ela é comparada à Deusa Ártemis e Diana.


Ritual

Antes de fazer este ritual terá que tomar banho de limpeza e vestir uma roupa clara preferentemente azul ou branca. Se puder faça isto na praia. Se não puder, prepare em sua casa uma mesa que deverá cobrir com toalha azul clara simbolizando água.

No centro, coloque um recipiente grande com água, dentro ponha algumas conchas do mar, flores brancas, anis estrelado, flores de camomila, perfume suave de alfazema e um punhado de sal grosso. Rodeie com sete velas azuis claras e sete brancas. Com as velas acesas, imagine-se à beira do mar. Sinta a água do mar batendo em seus pés e veja as mãos amorosas de Iemanjá chamá-la para dentro do mar. Entre e sinta a suavidade da água tocando seu corpo e Iemanjá recebendo-a com todo o seu amor. Converse com Ela, entregue-lhe seus problemas e peça conselhos.

Permaneça alguns minutos e saia do mar. Perceba que Mãe Iemanjá a acompanhou até a beira do mar e lhe convidou para voltar e encontrá-la quantas vezes quiser ou precisar. Volte para seu estado consciente serenamente. Abra seus olhos e olhe bem para a água da bacia. Tome banho deixando cair suavemente a água desde a sua cabeça. Sinta tudo o que você colocou caindo pelo seu corpo. Respire profundamente e exale com suavidade.

Deixe que seu corpo se seque sozinho enquanto recolhe tudo do chão e coloca dentro de um saquinho de papel azul claro que colocará debaixo da sua cama à altura da sua cabeça para dormir. Preste atenção a seus sonhos, se os tiver, porque pode receber mensagens ou soluções para seus problemas. No dia seguinte, levante-se e leve o saquinho para um lugar com água, de preferência mar, ou rio ou lago. Ou procure uma fonte numa praça ou jardim e deixe-o lá. Agradeça a Iemanjá pela ajuda.




O Significado da Egrégora



O SIGNIFICADO DA EGRÉGORA

Egrégora: A corrente que sustenta a Umbanda

ESPIRITO + PERISPIRITO = CORPO ASTRAL
CORPO ASTRAL = ASTROSOMA

Se você é pai no santo ou médium freqüentador de algum terreiro, já deve ter pelo menos ouvido alguém dizer:

-"Olha a corrente, gente! Vamos concentrar"!

Você sabe realmente o que isso quer dizer? Muita gente (até as que falam) não sabe! O que é essa tal de "corrente"?
Será uma corrente de ferro ou de fibras que se forma no invisível? Será uma corrente que vai prender os espíritos? Será? Será?
Na verdade, quando um dirigente (quando bem preparado) chama a atenção para a "corrente" é porque ele sentiu uma queda ou diminuição na energia ambiente (EGRÉGORA) que deve ser mantida pelos médiuns em um potencial elevado, de forma a manter os trabalhos em nível adequado, até mesmo por uma questão de auto-preservação.
Essa questão da "corrente" ou egrégora é tão importante que vamos nos aprofundar um pouco mais no assunto para que você possa perceber, se orientar e orientar a outros.
Vou tomar como exemplo uma gira de Umbanda, mas advirto que você pode adaptar minhas explicações para entender práticas espirituais, inclusive das Igrejas Evangélicas que fazem curas, etc.
Vamos considerar um grupo de 10 pessoas e partir do princípio de que TODAS ESTÃO UNIDAS POR UM MESMO IDEAL. Isso é à base de tudo!
Criada a egrégora como já vimos antes (pela união dos pensamentos direcionados aos mesmos fins), cada vez mais energias de mesma sintonia são atraídas para o ambiente. Essas energias somadas atuam imediatamente nas pessoas que ali estão, e em alguns casos, se for bem forte já começam a operar alguns "milagres", desde que as pessoas estejam em estado de recepção (concentradas no ritual e ansiando por receberem um bem). As entidades afins (aí eu já estou falando de seres espirituais) penetram e até são atraídas para o interior. Entidades inferiores tendem a ser barradas por uma força invisível (a energia) que a princípio é incompatível com suas vibrações (isso se tudo estiver "correndo bem").
Se uma entidade inferior for atraída para dentro da egrégora, ela fica de certa forma subjugada pela força desta e desse modo se consegue lhes dar um melhor encaminhamento para outros planos espirituais.
As entidades afins usam parte dessa energia para auxiliar os que ali estão na medida de suas possibilidades.
A técnica usada nos terreiros de Umbanda e Candomblé para formar a egrégora inicial (quando os grupos são bem dirigidos) está baseada nos rituais de "abertura". Já nas Igrejas Evangélicas e outras, consiste basicamente nas pregações, que fazem com que os adeptos se concentrem ou dirijam seus pensamentos de acordo com a "pregação".
Se você for um estudioso e não carregar preconceitos, notará que nessas "pregações" há sempre um direcionamento do raciocínio dos ouvintes de forma a fazê-los pensar positivamente e acreditarem firmemente na possibilidade de alcançarem os bens que foram procurar. Nesse momento, embora nem saibam às vezes, estão gerando a egrégora.
Fazer com que a assistência participe ativamente, pensando positivamente, deve ser parte obrigatória de TODAS as giras de Umbanda. Essa, no entanto é uma prática esquecida e o que vemos em muitos terreiros é uma assistência quase que sempre alheia, só participando em alguns momentos, de preferência quando vêm de encontro ao que lhes interessa.
Dessa egrégora, como já disse, são retiradas as energias para a realização dos trabalhos, o que vale dizer que se essa energia não for forte o suficiente, o mínimo que pode acontecer é acontecer nada.
Por outro lado, se a corrente ou egrégora das "giras" não for suficiente, várias complicações podem acontecer com o passar do tempo, sendo que, o(a) dirigente, por ser o centro maior das atenções e para quem convergem as maiores quantidades de energia ali geradas e mesmo as trazidas pelos assistentes, é quem sofre, por assim dizer, as maiores conseqüências dos trabalhos realizados sem a devida segurança.


Complicações que podem ocorrer ainda dentro da sessão:

1) Médium dirigente e/ou médiuns auxiliares não conectados positivamente com suas entidades de guarda o que pode provocar de imediato incorporações insatisfatórias, e insegurança - ANIMISMO.
2) Perturbações por intromissão de entidades do Baixo Astral que encontram entrada fácil nesses casos.
3) Problemas com médiuns e/ou assistência com relação até mesmo à integridade física, pois não é raro em sessões dessa natureza, haverem manifestações turbulentas de entidades descontroladas e médiuns idem.
4) Cansaço físico de dirigente e médiuns ao final dos trabalhos pela perda energética sofrida. O normal é que quando se encerram os trabalhos, todos os médiuns se sintam em perfeitas condições físicas e, não se tratando de trabalhos de descarga e de¬sobses¬são, é normal até que saiam sentindo-se melhor do que quando chegaram, justamente porque conseguiram atrair uma grande quantidade de energia positiva da qual, todos poderão desfrutar.

Observação:
Existem mais situações que podem acontecer, mas vamos ficando por aqui pois só as citadas já darão como conseqüências as que vêm após.

1) Enfraquecimento crescente dos contatos entidade/médium.
2) Corpo mediúnico cada vez mais inseguro.
3) Dificuldades crescentes para a realização de trabalhos.
4) Problemas começam a surgir na vida material de todos.
5) Discórdias entre o grupo; começam a gerar desentendimentos maiores.
6) Formam-se grupos dentro do grupo dividindo a energia ao invés de somá-la.
7) Doenças e dificuldades começam a aparecer.
8) Como os contatos espírito/médium já não são tão positivos, torna-se difícil ou impossível a solução de problemas que antes eram nada (aí, não raramente começam a se consultar em outros lugares).
9) Para sintetizar: Todos serão altamente prejudicados por seus próprios atos e desunião e, como ocorre normalmente, ao final ELEGERÃO SEMPRE UM CULPADO - ou o dirigente ou a própria Umbanda (no nosso caso).
Ainda sobre a egrégora de terreiros de Umbanda, é preciso que se explique que ela, além de ser formada e nutrida com a energia gerada em cada reunião, também é favorecida pelas "firmezas" ou "assentamentos" que devem ser tratados, reforçados e respeitados.

Mais uma explicação:
Assentamento, como muitos podem crer, não é prática exclusiva das religiões Afras. Até mesmo elas "importaram" essa prática de Seitas e Religiões muito mais antigas.
Se os assentamentos estiverem bem "sintonizados" com as energias e entidades para os quais foram dirigidos, sabendo o/a dirigente acioná-los, eles serão de grande importância (caso contrário serão meros ocupantes de lugar), pois poderão trazer para o ambiente essas energias e entidades que beneficiarão sobremaneira a realização de trabalhos positivos.
Energia positiva atrai energia positiva (o oposto também vale).
Pensamentos (que geram energia) positivos atraem energias e fatos positivos (ou negativos...).
Medo, insegurança e discórdias quebram a rotina da criação e da ação de energias positivas.
Fé (certeza, convicção) provoca sempre a criação de energia e, quanto maior for maior será a ação dessa energia.
Egrégoras são energias que podem ser geradas e fortalecidas a cada dia. Se elas serão positivas ou negativas, dependerá de quem as criará.
Egrégoras (se positivas) são de utilidade total em qualquer reunião para trabalhos mediúnicos. Quanto mais fortes, maior o auxílio que podem prestar.
Egrégoras formam-se até mesmo em sua casa, seu ambiente de trabalho, etc. Só que nesses casos, como não costuma haver um direcionamento das energias que a formaram (a não ser em poucos casos), elas correm o risco de serem negativas.
Grupos desunidos, por mais forte que queira parecer o dirigente, estarão sempre a um passo da derrota em função de não conseguirem gerar o ambiente propício para a presença de Verdadeiros Espíritos Guias.
A disciplina e a união em torno de objetivos comuns são partes sólidas da base que construirá o verdadeiro Templo - aquele onde comparecerão sempre os Verdadeiros Amigos Espirituais.
A idéia coletiva dessas pessoas é o resultado do nascimento no astral de um astrosoma, conhecido como egrégora. Este astrosoma, ou egrégora, protegerá e estimulará o plano material da coletividade, analisando os recursos físicos de seus membros para que possam vir a serem usados e serem úteis na realização da idéia mãe.
A egrégora incita seus membros a trabalhar e a contribuir de todas as formas possíveis, no sentido de aumentar o número de adeptos da idéia mãe, ou ainda substituir os membros que se afastam, ou são afastados.
Imagine uma egrégora benigna em confronto direto com outra maligna.


Exemplo:

Trabalhos de magia positiva em confronto com magia negativa.
Umbanda X Quimbanda
As coletividades inimigas no plano astral lutam igualmente no plano material. Se no plano material os inimigos de uma egrégora destroem os corpos físicos de seus membros, o astrosoma das vítimas reforçará a egrégora no astral, como exemplo a perseguição dos cristãos por Judeus e pagãos, que terminou com o triunfo da egrégora cristã, uma vez que Jesus edificou sua igreja em Roma, sede do mundo pagão no início da era cristã. O astrosoma dos cristãos martirizados uniu-se no astral reforçando a egrégora, fortalecendo-a triunfalmente.
As egrégoras são a lei dos semelhantes em sua plenitude, podem ser benignas e construtivas ou malignas e destrutivas.
As egrégoras são poderosíssimas na realização de idéias, se as idéias forem inspiradas por trevosos que encontrem acesso a mentes inteligentes propensas ao mal, os resultados serão funestos, como exemplo a egrégora nazista que exterminou milhões de pessoas neste século.
A manutenção de pensamentos sadios em egrégoras beneficentes, como é o caso da Umbanda ou outras religiões é primordial, fortalecendo desta forma a idéia mãe. Os adeptos das egrégoras benignas devem ser firmes em seus pensamentos e atitudes, evitando desta forma, ser afastados ou substituídos no caso divergência com a idéia mãe, o que fatalmente ocorrerá se determinado adepto desviar-se da diretriz.
A lei de correspondência vibratória é plena na formação de egrégoras fazendo valer a lei "semelhante atrai semelhante".
Algumas egrégoras com fundo religioso, porém fanáticas, podem destruir pessoas ou até nações inteiras se forem levadas ao fanatismo, como exemplo as nações muçulmanas que destroem e matam adeptos de egrégoras contrárias à sua idéia, levados ao extremo por uma diretriz maligna cravada no mundo muçulmano na época de seu nascimento.
O adepto umbandista deve ser forte e persistente na prática do bem, uma vez convicto do que é e do que pratica.

Vigie seus pensamentos.