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E DE REPENTE, 15... MINHA MARIA! S2





Amigos do BLOG EU LU NA LUZ, quero compartilhar com vocês minha alegria, nesse dia tão especial. Data em que minha filha, Maria Eduarda, completa 15 anos. Uma menina linda, perfeita, educada e responsável, que me faz transbordar de amor, orgulho e gratidão por tê-la como filha. Vocês que, diariamente, vêm até aqui, que diariamente trocam comigo uma energia bonita, que junto a mim formam uma corrente do bem, uma egregora de amor e luz, sabem o quanto não é fácil educar um filho nos dias atuais. Temos que ser mais que mães, temos que ter poderes de super heróis, poderes sobrenaturais, para orientar, zelar e manter um equilíbrio entre o pulso firme e a amorosidade, sem falar nos desgastes devido as interferências externas/alheias. E não há maior contentamento para uma mãe do que ver seus filhos encaminhados, disciplinados, com valores morais, respeitosos consigo mesmo e com o próximo, enfim, olhar para minha filha adolescente e constatar que é uma menina que será uma adulta decente, íntegra, idônea, um ser humano admirável, é a maior de todas as vitórias, para mim não há maior bênção. Para nós que buscamos viver na mais pura essência, sofremos em dobro, é difícil educar uma criança para seguir seu coração, para ouvir os seus mais profundos sentimentos, em um mundo que idolatra as aparências, que a maior parte das pessoas usam máscaras e não mostram quem de fato são. Um mundo de dissimulações, falsidade e maldade, onde os sentimentos nobres são deixados de lado e a prioridade é o tirar proveito, onde até no clã parental há jogos de interesse, roubo da boa fé e até material. Verdadeiramente, educar uma criança é um dos maiores desafios, por isso, hoje dobro meus joelhos e agradeço ao Cosmos, ao Criador, por conseguir vencer esta empreitada que é o exercício da maternidade. Entrego-me, dia após dia, à serviço da LUZ e clamo para que os amigos do astral continuem intuindo, guiando, direcionando e protegendo a mim e minha amada família. Somos falhos, algumas vezes fraquejamos, por isso se faz necessário muita fé e foco, para que canalizemos nossa energia no que de fato é importante para nós, a família. E se a sociedade ao qual estamos inseridos, não for algo agradável para nossos olhos e coração, que nosso lar seja tudo o que almejamos, um ambiente de paz, amor, união, harmonia, lealdade... Que quando entremos em casa, fechemos a porta e nos sintamos no lugar mais feliz do mundo, nossa família, nosso universo particular. Os filhos vêm para nos fazer pessoas melhores, porque ser melhor é a nossa maior missão no plano terreno.

💞É incrível, nesse olhar, nesse rosto, nesse coração, nessa alma, parece que estou vendo a mim mesma com 15 anos de idade... Sensação esta que, certamente, provem do imenso amor que nos une e faz de nós duas, uma só. Minha Maria, amor da mãe, tu és o melhor de mim! Gratidão eterna... Sou inteira gratidão! E com meus superpoderes mágicos de mãe, eu decreto que realizarás todos os teus sonhos e serás sempre muito feliz! Te amo infinito e além! Deus te abençoe infinitamente, minha boneca, princesa, meu amor maior!💞 

Por Lu Scheffelbain... Mãe feliz, grata e coruja!




BELCHIOR... Iluminado demais para viver nesse mundo.


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Faço minhas as palavras de Krishnamurti: "Não é sinal de saúde estar bem ajustado a uma sociedade doente". Há pessoas que não conseguem se encaixar, não possuem aquele "joguinho de cintura"... Outras, talvez até consigam, mas não se permitem ir contra seus valores, preferem estar bem com sua consciência a ter que fingir. Lamentavelmente, a hipocrisia como uma epidemia já contaminou, inclusive, o clã parental. Para quem é avesso a dissimulações, convenhamos, impossível não querer "sumir". Não é atoa que as canções de Belchior foram muito ouvidas, cantadas e se perpetuaram. O sucesso que ele obteve nos palcos foi resultado de entrega, não de encenação. Tanto ele como outros artistas que já se foram, ficaram para sempre presentes em nossas memórias porque não se utilizavam de máscaras. No palco ou fora dele, eram as mesmas pessoas. Somente pessoas autênticas deixam marcas positivas, despertam em nós os melhores sentimentos, até mesmo a quem nunca as conheceu pessoalmente. Quem dança conforme a música "passa batido", é apenas mais um medíocre, cínico, que faz de um tudo para se dar bem... Comportamento tão comum, que são esquecidos junto a outros tantos iguais, pois eles podem mentir, mas a energia deles não. Belchior levava na mente uma canção do rádio em que um antigo compositor baiano lhe dizia que tudo é divino, tudo é maravilhoso. Estou convicta que ele incessantemente buscava esse lugar, onde tudo é divino e maravilhoso. Um lugar onde as pessoas se olham nos olhos e sorriem com verdadeira amorosidade, desejam o bem umas às outras, se aproximam motivadas apenas pelo bem querer... Um lugar justo, livre de preconceitos, conchavos, jogos de interesse. Por incrível que possa parecer, mesmo que vivamos num mundo de aparência, há pessoas que optam por viver na sua essência, seguindo a voz do coração, a voz da alma. E por mais incrível ainda que possa parecer, há pessoas que optam por verdadeiramente viver e não encenar. Porque aplausos, holofotes e tapinhas nas costas não lhe suprem, não são suas necessidades. Não penso que Belchior se isolou por ter muitas dívidas, sendo que poderia quitá-las com um único show. Não vejo o comportamento de Belchior como depressivo, penso que ele buscava incansavelmente sua paz, priorizava conviver com quem sentia real sinergia. Quem é de verdade, não consegue viver em meio a mentiras. Ainda mais Belchior que, como todos os poetas, jamais se adequaria a um estilo de vida e ao convívio com pessoas superficiais. Quando se é profundo se quer profundidade e não havendo essa possibilidade no grupo ao qual estava inserido, ele não viu outra saída a não ser seguir sem destino certo, usando como mapa apenas a intuição. Foram muitas partidas e chegadas e sua última viagem não poderia ser diferente, tinha que ser poesia pura, autêntico até nessa hora... Fazer a "passagem" dormindo ao som de música clássica é coisa de espírito elevadíssimo, só tendo muito merecimento mesmo. Não me canso de dizer: "Fomos educados para sermos sociáveis e não felizes". Contudo, há quem desobedeça e se rebele, assim como Belchior. Espírito este tão evoluído que foi forte a ponto de não se permitir corromper e ao qual reverencio. 


- Lu Scheffelbain -

Todas as reproduções, parciais ou na íntegra, devem fazer referência
ao nome da autora Lu Scheffelbain  e ao blog http://eulunaluz.blogspot.com/


RESPEITO é a palavra de ordem.




A sociedade quer que vivamos numa uniformidade, somos educados como que sob ameaças: "Se tu agires diferente serás punido!" Ninguém merece punição quando age com toda verdade do coração. Somos livres para vivermos do jeito que bem entendermos. Se nossas escolhas nos fazem felizes e não causam danos a ninguém, é porque estamos no caminho certo.

Siga sua alma, siga seu coração, opte por ser verdadeiro consigo e com as demais pessoas. O vazio existencial é sentido quando colocamos os outros em primeiro lugar e anulamos a nós mesmos, quando abrimos mão do que acreditamos e sonhamos. A verdade é que, independente de nossa postura perante a vida, sempre teremos "dedos apontados" em nossa direção. Sempre, de alguma forma, os outros irão querer introjetar em nós, nos "enfiar goela abaixo", sentimentos de culpa.

Um belo dia tu tomas uma atitude que te causa muita alegria, mas esta atitude não era bem o que teus familiares esperavam, então terás que ser forte para aguentar questionamentos como: "Eu não acredito que tu tiveste a coragem de fazer isso!", "Ah, mas essa menina nasceu da 'pá virada', não sei por quem puxou, tem o gênio do cão!". Tu serás odiado, simplesmente, porque saíste da forma, serás detestado porque não repetiste os passos dos teus pais, teus avós, teus ancestrais. Serás execrado porque não aceitas insultos, porque não aceitas que invadam tua privacidade, porque impões respeito ao teu Espaço Sagrado, porque não toleras gente dissimulada e manipuladora, mesmo que estas façam parte do teu grupo consanguíneo.

Isso faz parte da cultura social que é competitiva, temos que achar um jeito de mostrar ao outro que ele não é tão bom assim, que ele não é perfeito. Então, quem em sã consciência, seguirá regras equivocadas de uma sociedade que estimula o combate, a peleja, o conflito entre seres da mesma espécie? Onde uns deveriam colaborar com os outros, não guerrear. Que tipo de ser humano segue tais padrões?

Quando nascemos é como se recebêssemos um manual de sobrevivência onde diz: "Seja pacífico e cordato, assim serás aceito e amado. Tens que parecer sociável, não importa se serás feliz ou não!" Ao receber essa orientação, o indivíduo, automaticamente, absorve tal mensagem como: "Se eu não sou livre, ninguém o será!" Isso faz com que uns passem a controlar a vida dos outros e é por isso que vivemos nesse inferno astral. Onde o vizinho, o padre da comunidade, o sindico do prédio, enfim, todos se acham no direito de cobrar uma postura X de alguém. Sem falar no clã parental, que é onde se inicia o bullyng e onde ocorre o pior vampirismo energético. O clã parental é o mais resistente a mudanças, o que tem mais dificuldade de aceitar um membro que é diferente. Quem é autentico ao invés de ser aplaudido, é visto como a "ovelha negra", desertor, etc.

Como viver sob imposições se a felicidade é algo tão particular? Somente eu sei o que me faz feliz, por isso devo seguir minha intuição, meus sentimentos. Como ter saúde emocional se estivermos sob o comando de egos repressores? Nem os animais merecem amarras, muito menos os seres humanos. Sigamos as leis do amor, amorosidade com nós mesmos e com os irmãos de jornada. Sem julgamentos, sem maledicência, sem o desejo doentio de querer controlar os outros, enfim, respeito é a palavra de ordem.

Por Lu Scheffelbain

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Empatia, relações humanas...




Refletindo sobre empatia, relações humanas, enfim, sobre a vida, me lembrei do meu pai. Lembro-me dele hospitalizado relatando sentir-se desconfortável com o número de visitas. Momento este que me fez aprender que quando alguém está com saúde debilitada, com alguma enfermidade, precisa de muito amor e atenção sim, mas prioritariamente, necessita de tranquilidade para se restabelecer. 

Meu pai, como também minha mãe, sempre foram bastante envolvidos com o clã parental, minha mãe ainda vive e ainda possui tais apegos. No entanto, na enfermidade, recordo-me que o trânsito de pessoas o cansava e o constrangia, entre outras coisas, ter que pedir licença para usar o tal "papagaio", utensílio hospitalar nada agradável. 

Pequenos detalhes ficam registrados em nossa mente e nos ensinam, nos educam para que tenhamos mais sensibilidade em relação as situações que as pessoas passam na vida. 

Que bom que todos tivessem a liberdade de dizer: 

- Hoje quero ficar sozinho, quero pensar, estou introspectivo! 

Hospitalizado ou não, que bom que todos se dessem tal direito, se permitissem, sem que os demais se sentissem ofendidos com isso. Que não vissem tal postura como desamor ou indelicadeza e sim, vissem com naturalidade, que conseguissem entender que é o estado de espírito da pessoa naquele momento, simples assim. 

O que observo nas relações, não somente no círculo de amizades, mas também no clã parental, que raramente se consegue ser transparente na íntegra, há um tipo de código, algo que faz com que todos silenciem os verdadeiros sentimentos. Fatos como esses e tantos outros, fazem com que eu reflita incessantemente o quanto as relações são limitadas, o quanto nos impõem que vivamos distantes de nossa essência. Explicitamente, estamos inseridos a uma sociedade extremamente contraditória, onde não me canso de repetir, a prioridade não é ser feliz e sim parecer sociável!

Lu Scheffelbain 
http://eulunaluz.blogspot.com.br 





Há que se ter cuidado, pois julgar é fácil!





Muitas vezes, meios de comunicação omitem imagem e nome, até  mesmo localização da cadeia prisional de autores de crimes hediondos, tudo para protegerem a integridade física dos mesmos. Sempre questionei isso, considero descabido, mas sempre ouvi de amigos jornalistas e de amigos pertencentes ao poder judiciário, que é um direito dos meliantes. Tal resposta não minimiza minha ira, não me convence, não muda minha visão em relação a marginais e o tratamento que penso que eles mereçam.

Hoje me peguei a pensar, tentando imaginar como se sente a menina que chamou o jogador de futebol de macaco. Teve sua imagem e identidade divulgada, está sendo julgada por todos, perdeu sua liberdade de ir e vir, enfim, como ela deve estar se sentindo? Não é fácil lidar com rejeição, é necessário um instinto de autopreservação e uma autoconfiança indescritível. Por outro lado fico tentando me colocar no lugar de uma pessoa negra, como eu agiria se alguém me chamasse de macaco?

Não aprovo nenhum tipo de preconceito, na minha família, digo, eu, meu marido e minha filha, classificamos os seres humanos apenas em duas categorias: os do BEM e os do MAL. Para nós a religião, a opção sexual e mesmo a cor, não nos dizem nada, não diferenciam um ser humano do outro. Contudo, preconceito existe e sempre existirá, sempre que tu não tiveres dentro dos padrões ditados pela sociedade, tu serás julgado. O pobre sofre, o gordo sofre, o deficiente sofre, o homossexual sofre, enfim, o preconceito é algo latente.

Tirar essa menina para "Cristo", verdadeiramente não mudará a humanidade, o desamor continuará dentro dos preconceituosos. Apenas por temerem punição eles não mais irão externar seus sentimentos desprezíveis, mas não externar não tem nada a ver com aniquilar, a falta de humanidade permanecerá nos desumanos. Quanto a vida dessa menina, lamento por demais, pois é  jovem e talvez não tenha estrutura necessária para suportar a dimensão que este caso obteve. 

Todos nós já nos sentimos rejeitados pelo menos uma única vez na vida, concordam? O bulling inicia no meio do clã parental, não há quem escape do julgamento alheio, somos obrigados a ser autossuficientes desde a mais tenra idade, porém, nem todos possuem força interior para administrar certas situações. Solidarizo-me com essa moça, não por aprovar seu comportamento, mas por entender que a repercussão tomou uma proporção mais séria que o ato em si. A mídia tem esse poder, despertar ódio ou amor, denegrir ou endeusar, destruir ou edificar. Há que se ter muito cuidado, hoje podemos ter o poder de “bater o martelo”, mas amanhã... Ah, meus queridos, o mundo gira, como nos sentiríamos sentados na cadeira dos réus, hein? 

Por Lu Scheffelbain 

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Tudo passa...




"A vida é uma viagem fantástica. Vez em quando passamos por momentos tão infelizes, momentos estes que parecem não ter fim. De repente, tudo passa e nos vemos tomados pela alegria de viver, chega ser inacreditável. As lembranças do período triste vão ficando cada vez mais distantes, o prazer que sentimos a cada amanhecer é tão intenso quanto a energia vital, não oportunizando brechas nem mesmo para recordações de eventos que nos causaram desconforto. Por isso a importância de não cultuarmos infortúnios, quando temos algum problema devemos enfrentá-lo. Somente podemos exterminar nossos monstros quando os enfrentamos com coragem e perseverança. Em meio há um conflito familiar, enfermidade, medos, inseguranças, ou seja lá o que for, devemos arregaçar as mangas e lutar pelo que queremos. Se agirmos com toda verdade do nosso coração, com certeza, obteremos a vitória. O universo conspira a nosso favor sempre, desde que nós estejamos do nosso lado e contra ninguém."

Por Lu Scheffelbain

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Pensar é Causar...




"Os pensamentos formam nosso campo energético e a energia que emana de cada um de nós atinge o universo na sua totalidade. Como o Cosmos é regido pela Lei da Causa e Efeito, tudo que enviamos retorna para nós. Assim, quando temos pensamentos negativos, quando falamos mal dos outros, quando maldizemos algo ou alguém, estamos vibrando negativamente, transmitindo cargas maléficas. Todos queremos felicidade, mas de forma irresponsável plantamos infortúnio. Se queres viver bem, VIBRE NO BEM!"


Por Lu Scheffelbain

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Universo de Extremo Poder




"Infelizmente, nem todos estão prontos para entrar em um universo de extremo poder. O universo em questão é o universo interior, o universo particular de cada um. Somente o autoconhecimento leva à plenitude. Fomos programados para olhar os outros não à nós mesmos, por isso muitos se sentem perdidos, porque escutam o mundo e não a voz da alma."

Por Lu Scheffelbain

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Felicidade é libertação.




"Não existe nada mais prazeroso que tomar posse de si mesmo, bloqueamos o som do mundo e passamos a escutar somente nossa voz interior. Não importa o que digam, o que pensem, nada nos desequilibra, pois não temos mais dúvidas, estamos convictos de nossas escolhas. Fico analisando pessoas que vivem em função da opinião dos outros e sinto dó, pois o mapa da felicidade está dentro de cada um. O que faz bem para mim pode não fazer para ti e vice versa, por isso deixo as pessoas livres, não tento convencê-las de nada. Cada um deve aprender a ouvir sua intuição, ela é a melhor conselheira. Demarco meu espaço não por arrogância e sim, porque valorizo minha existência. Conheci a felicidade quando parei de ouvir os outros e comecei a ouvir o meu ser, a voz de dentro, a voz da alma... Hoje me sinto feliz porque sigo minha LUZ!"

Por Lu Scheffelbain

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Sinceridade se tornou artigo de luxo!




Definitivamente não convivo com quem tenho "pé atrás", se eu tiver que ficar me cuidando, medindo palavras... Ah não, por favor, não se aproxime, odeio gente dissimulada! Não sou comerciante, não presto serviços, não vendo nada, nem mesmo almejo me candidatar à política, não preciso e não gosto de forçar nada, muito menos simpatia com quem não simpatizo. Graças a Deus, tenho liberdade plena de ser eu mesma, isso me traz leveza e faz com que minha vida flua naturalmente, porque não vivo em contrariedade! E na boa, tenho consciência, se dependesse de ter que fingir para sobreviver, morria de fome, tava ferrada. Como disse, não presto serviços, não necessito ser a queridinha de todos, o que alimenta o meu ego é sentir um abraço apertado e amoroso de quem realmente sente amor. Os amigos de uma vida inteira e até os de não tão longa data, mas que chegaram para ficar, as pessoas que me são caras, esses alimentam minha alma e me suprem, pessoas que não são de verdade quero distância! Há quem pense que sou arrogante, ledo engano, apenas me dou o direito de ser quem sou. Todos os dias inúmeras pessoas enfartam, sofrem de depressão, se sentem infelizes, mas como ser feliz vivendo de aparências, tendo que usar máscaras o tempo todo? A vida é tão maravilhosa, no entanto, tão breve... Perder tempo e energia dissimulando, armando contra pessoas, fazendo fofoca, tentando denegrir quem quer que seja, é de fato, coisa de gente muito sem fundamento. O tempo que se perde maquinando a desgraça alheia é um tempo precioso que se pode usar para investir na própria vida. Ser feliz não é fácil, requer dedicação, empenho, por isso sou focada na minha vida e por isso, Graças a todas as forças benéficas do universo, hoje me sinto feliz! Meu compromisso é com minha existência, to nem aí com a vida dos outros, não me dou esse trabalho. Cada um que seja como quiser, apenas demarco o meu espaço e decreto que no meu mundo particular quem for mascarado não entra. Então, sinta-se privilegiado se fizeres parte de minha vida, pois jamais vou demonstrar afeto a quem não tenho afeição e é isso que espero dos outros, apenas isso, mais nada. E o mundo está virado, não é mesmo? Gente sincera virou artigo de luxo, coisa rara! Parece que virou moda ser mal caráter ou quem sabe, é uma epidemia que se alastra pelo planeta?!

Por Lu Scheffelbain

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Abrir mão da essência é desvincular-se de si mesmo




Abrir mão do que tu acreditas, para agradar quem quer que seja, não é correto. O ato de agradar deve ser um ato espontâneo, não por obrigação. Abrir mão da essência é desvincular-se de si mesmo, é condenar-se à infelicidade. Submeter-se a caprichos alheios para sentir-se querida e aceita, verdadeiramente não a fará sentir-se amada e sim, submersa a uma exaustão infindável, frustração.

Quantas pessoas se sentem cansadas de viver? Não que almejem a morte, mas sentem-se cansadas da vida. E por que será? Porque vivem em contrariedade, porque não conseguem sobrepor suas vontades, porque não sabem dizer NÃO.

Muitas pessoas não conseguem dizer NÃO, consideram extremamente difícil, propriamente impossível. Foram programadas à submissão e jamais se permitirão decidir até mesmo sobre suas próprias vidas.

Sempre digo que a diminuição do número de filhos nas famílias da atualidade, é sim, o maior progresso da humanidade. Aquelas famílias enormes do passado, casais com extensa prole, formando a meu ver, clãs de atmosfera insalubre, deprimente.

Irmã mais velha não tinha infância, pois era dela a incumbência de cuidar dos irmãos menores. Com sete anos já subia num banquinho para alcançar a pia e o fogão, mesmo com tão pouca idade já assumia tarefas domésticas. Irmã mais velha era então a cuidadora, a babá e sem dúvida, a verdadeira mãe... Enquanto ela se dedicava a criação dos infantes, a mãe biológica continuava a procriar, a parir. A mãe biológica continuava a anular a filha mais velha, a fazendo crescer como um ser inexistente.  A irmã mais velha de dez, quinze irmãos, era um ser humano fadado a se contentar com o pouco, pré-destinada a não ter escolhas. Então me vem a pergunta: Como educar uma criança para ser infeliz? Resposta: - Casal com poucos recursos financeiros se reproduza como os coelhos, isso basta!

Além da escravidão da irmã mais velha nos tempos de outrora, havia um tipo de asfixia nas famílias imensas. Todos cresciam repetindo os atos uns dos outros, como se as pessoas não fossem seres individuais com suas peculiaridades. Havia uma repetição de passos, se tornavam um tipo de marionete das regras ditadas pelos antepassados, todos viviam num molde, raros os que se sobrepunham aos paradigmas.

Quando me deparo com seres humanos infelizes, penso que vale a pena lutar para ultrapassar todas as barreiras impostas e ignorar qualquer crítica ou incompreensão. Afinal, todos em algum momento, seremos injustiçados, seremos censurados, inclusive se formos submissos, ninguém escapa das maledicências nem mesmo do clã familiar.

Verdadeiramente não é fácil romper paradigmas, se faz necessário muita força interior, pois assumir uma postura diferente do grupo ao qual estamos inseridos desde o nascimento, é quase um suicídio para quem não possuir suficiente resistência. Sendo assim, quem tiver coragem que siga sua luz e quem não tiver, que permaneça onde está, pois assumir ter pensamentos distintos é como decretar uma revolução. 

Foram incutidos em nós inúmeros deveres, fomos programados para sermos obedientes, servis. Nossos pais não enfatizaram em momento algum que éramos seres especiais e que em primeiro lugar tínhamos que amar e respeitar a nós mesmos, não nos apresentaram direitos. Penso que se nos educassem assim, o amar e respeitar os outros aconteceria naturalmente, sendo que somente podemos oferecer ao próximo o que possuímos, nada além.  Para conhecermos os outros temos antes que ter consciência do que somos, o autoconhecimento gera empatia. O planeta terra seria um bom lugar, não este antro de dissimulações onde vivemos hoje, onde antes de tu pensares em ser feliz, deves pensar em "parecer" sociável. 



Por Lu Scheffelbain

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Eu em MIM - Meu DECRETO







Refaço-me...
Recrio-me dia após dia
Redesenho minha própria imagem
Despindo-me de tudo que absorvi no decorrer da vida e não era meu.
 
Hoje estou nua
Não possuo nem sequer um véu
A única coisa que me cobre é a fé
Que minha alma sábia não se despoja.
 
Despeço-me das memórias do passado
Apresento-me ao aqui e agora
Este é o único período que de fato representa quem sou
O que vivi, o que fui, o que quis, já não mais existe, desconheço.
 
Desapego-me...
Desprendo-me de tudo que verdadeiramente não me pertence.

O que é legitimamente meu permanece
O que não é ordeno que se vá, que me solte, que se afaste.
 
Liberto-me das correntes de outrora
Dou-me alforria de todo e qualquer sentimento desconfortável
Decreto que o meu sentir deve ser positivo, de PAZ, de BEM.
 
Dissolvo qualquer possibilidade de incertezas...
Permito-me somente o concreto, o verossímil
E tudo que possa me levar ao contentamento.
 
Desfaço-me das ilusões
E a vida com um sorriso me mostra sua verdadeira face
Simultaneamente eu retribuo o sorriso
E sinto o despertar dos meus poderes.

Logo percebo que a vida é um espelho de nós mesmos,
Logo percebo que me tornei amiga de minha própria existência
E logo percebo, descubro, o porque de me sentir tão feliz!


Por Lu Scheffelbain

Todas as reproduções, parciais ou na íntegra, devem fazer referência ao nome da autora 
Lu Scheffelbain e ao blog http://eulunaluz.blogspot.com/ 




Lídia Brondi, Ana Paula Arósio, Greta Garbo... Optar pela paz é doença?





As atrizes Lídia Brondi e Ana Paula Arósio, vez ou outra, são assunto em programas de televisão e demais mídias. Há sempre uma especulação do por que de ambas terem abandonado os holofotes no auge de suas carreiras para viverem no anonimato. Greta Garbo, mito de Hollywood teve o mesmo comportamento, abandonou tudo e ganhou inclusive, uma síndrome com seu nome. Assim, Lídia e Ana Paula, como outras tantas pessoas, ao decidirem se afastar de suas profissões e até dos círculos familiares e de amizade, são vistas como vítimas da Síndrome de Greta Garbo.

Então me pego a pensar, o porquê de tantos questionamentos sobre opção de vida?  Ana Paula Arósio decidiu morar no campo com seu marido, Lídia Brondi clinicar como psicóloga... E daí? O que há de mal nisso? Sinceramente, penso que tais discussões a respeito da vida, ou melhor, estilo de vida de quem quer que seja, é sem dúvida alguma, um direito que não cabe a ninguém. Será que os meios de comunicação que levantam tais questões não possuem pautas de sobra para delegarem a seus repórteres?

Obvio, é muito mais fácil nos padronizarmos, nos comportarmos dentro dos moldes esperados, afinal, ser previsível não causa problemas. Conheço muitas pessoas que vivem como que ligadas no automático, convivendo em grupos que não se identificam em nada, indo a eventos que não lhes causam prazer algum, tudo em nome do “social”. No entanto, preferir fazer “social” a ter que enfrentar as críticas é a meu ver, uma escolha nada inteligente. Ir a lugares apenas para “bater cartão”, cumprir obrigação, se fazer presente apenas para não ser “mal visto”? Ah, impossível suportar, isso não é vida é escravidão!

Vejamos o caso das “Irmãs Carmelitas”, irmandade cristã, moças que decidiram viver enclausuradas em convento. Não penso que elas vivam dessa maneira por desejarem viver em oração para a paz mundial ou seja lá qual o propósito que digam ter. Penso que elas estejam lá porque não suportam o convívio em sociedade, não suportam hipocrisia. Desde menina sempre acreditei nisso, que as Irmãs Carmelitas vivem isoladas do mundo porque optaram pela paz para si.  

Como bem diz o filósofo, escritor e crítico francês, Sartre: “O inferno são os outros”! Quantas pessoas não se sentem sufocadas em seus ambientes de trabalho e até mesmo em família? Será que é preciso ter algum problema psicológico, alguma síndrome para almejar viver em paz? Não é porque uma pessoa nasceu e cresceu numa família que ela terá que pensar, agir e ser como os membros da mesma. Sobrenome, laços sanguíneos e até mesmo o estrelato como no caso de Ana Paula, Lídia Brondi e Greta Garbo, não devem ser empecilhos para as pessoas buscarem a felicidade. Greta Garbo nunca disse "eu quero ficar sozinha", ela disse "eu quero ser deixada em paz". Existe toda uma diferença. Pedir para ser deixada em paz é reivindicar poder viver do jeito que quiser, poder conviver com quem quiser, sem essa de “ter que”, ter que isso, ter que aquilo... Poder viver sem pressão, sem cobranças, enfim, sem “encheção de saco”.

Mudar de profissão, se afastar de pessoas, não significa necessariamente reclusão. Muitas pessoas nascem e crescem em grupos que não se identificam em nada, assim também ocorre na hora da escolha de uma profissão. Oportunidades surgem, a pessoa começa a exercer o ofício e de repente percebe que não é aquilo que deseja para sua vida. Então, o que me faz refletir a respeito não é o comportamento de quem opta por mudanças e sim, o comportamento de quem se acha no direito de questioná-las. 

Cada pessoa possui uma alma e cada alma suas necessidades, sendo assim, é inaceitável questionar as escolhas de quem quer que seja. Algumas pessoas têm a coragem de pegar as rédeas de suas vidas para viverem como melhor lhe parece, sem a escravidão de moldes, padronizações, comportamento pré-determinado pelos antepassados. Elas se permitem, se dão alforria de tudo, inclusive, das convenções impostas. Algumas pessoas têm coragem de cortar ciclos e por isso, com certeza, não são as filhas que suas mães sonhavam, não são companheiras para os eventos familiares, festas e funerais. Algumas pessoas cortam ciclos, não sabem dissimular, não sabem usar máscaras, não são dadas a relações protocolares, gostam de conviver apenas com quem sentem verdadeira afinidade. Muitos as denominam como antissociais, outros como esnobes e há quem as chame de depressivas. Contudo, tais pessoas estão convictas que conduzem suas vidas da melhor forma possível, que tiveram rara audácia, pois são conscientes que rupturas vez em quando são necessárias, que para obterem a tão sonhada plenitude têm que ouvir a alma e não os outros.



Lu Scheffelbain

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Saudade dói


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Os espaços em branco provenientes da ausência de um ente querido, jamais poderão ser preenchidos. Conforme os anos passam a dor parece diminuir e a saudade parece aumentar. É isso que se supõe e talvez de fato aconteça, mas seja como for, a impressão é que nunca iremos parar de lamentar tal perda. Há dias que se tem vontade extrema de ver, conversar, abraçar. Algumas madrugadas se agigantam como se não houvesse amanhecer, de tanto que a gente lembra, de tanta saudade que a gente sente, de tanta vontade que a gente tem de estar junto... Nem que seja por poucos minutos, o tempo necessário para dar um abraço apertado e dizer: Até logo! Há certos dias que parecem sem vida, porque aquela vida que nos era tão importante não se faz mais presente. 

Lembro-me do formato do pé, lembro perfeitamente do pé, do acentuado contorno, da pele branquinha, dos pés no chinelo de couro e do olhar dos últimos tempos, um olhar distante que parecia já ter partido daqui. Um olhar que transmitia certa exaustão, como que uma canseira de tanto pensar, canseira de viver. Os braços cruzados sobre o muro apoiavam o queixo, ali ficava por algum tempo, em frente a casa olhando o mundo passar... E quem sabe visualizando inúmeros outros mundos, qualquer mundo que não fosse o dele. 


Muitas vezes parecia apenas de corpo presente, mesmo que calado parecia demonstrar vontade de estar em qualquer outro lugar, menos ali. Suspirava fundo, como que dissesse ter vontade de evaporar, desaparecer; suspirava longo, como que suplicasse paz... Como que necessitasse se sentir um pouco leve, voar como passarinho, espairecer para descansar do peso de tanta carga, tanto estresse. 


Então quem fica, fica a se questionar, se talvez pudesse ter feito algo para que o passamento não fosse tão cedo, quem fica se sente omisso, negligente, confuso, infeliz. Todos os dias nascem e morrem pessoas, mas para a morte nunca haverá absoluta explicação, muito menos absoluto conforto. Na teoria é bonito e fácil falar que devemos entender os ciclos da vida, que cada um tem sua hora, que Deus quis assim... Contudo, dentro de nós, verdadeiramente não entendemos nada, não conseguimos processar a morte de alguém que tanto amamos. Ficamos a pensar que sempre poderíamos ter feito mais, que poderíamos ter feito algo mais... Se apossa de nós um sentimento de culpa ao acreditarmos que não fizemos nada para impedir tal despedida. Despedida esta, que para nós sempre é prematura. 


Quando meu irmão se foi, foi-se de mim também a fé, tive meses entregue ao nada, me sentia vazia, infinitamente vazia e com a sensação de “sufocamento”, asfixia. Também tinha a sensação de acordar, me alimentar, me movimentar, tudo como que automaticamente, sem ver sentido e prazer em ato algum. Viver sem fé é mais que impossível, viver sem fé é como inexistir. Somente através da fé encontrei novamente um norte, somente através da fé voltei a ver sentido na vida. 


Desde o momento de sua partida eu sempre tive a certeza que ele estaria num bom lugar. Mesmo desprovida de fé, sempre tive certeza absoluta que ele estaria bem porque era completamente do BEM, assim seu destino em qualquer mundo em hipótese alguma seria diferente. Sempre o imaginei passeando tranquilamente em caminhos floridos, entre belas e coloridas flores, campos verdes, juntamente com espíritos de LUZ iguais a ele; sempre o imaginei feliz, o imaginei tendo encontrado a paz merecida, sempre o imaginei livre na sua essência, se sentindo pleno. Acreditar que ele está feliz e que o reencontrarei um dia, aquieta minha alma, faz meu coração sossegar. 


Hoje já se passaram alguns anos de sua partida e ainda é muito difícil estar aqui sem ele, apesar de todos os meus preceitos espiritualistas, ainda é sim, muito difícil estar aqui sem ele. Vem a mente que talvez o sentimento de saudade não precisasse existir, que as lembranças mesmo que boas poderiam desaparecer junto com a pessoa na hora de sua partida, inegavelmente seria um sofrimento a menos. Entretanto, após este pensamento, concluo que este é mais um dos propósitos do Criador, do Grande Arquiteto do Universo, para que não esqueçamos nossos entes queridos porque logo os reencontraremos em outra dimensão. 


Assim, apesar de estar com a face coberta de lágrimas, aqui estou, lembrando sempre de tudo como se fosse ontem... Do cuidado que meu irmão tinha comigo, do seu carinho, do quanto me amava, do zelo como se eu fosse sua filha... E com emoção indizível, lembro também como se fosse ontem, de meu irmão dizendo para minha filha com voz doce e terna: - O tio te ama! E palavras já não se fazem mais necessárias, finalizo sorrindo, sentindo a serenidade que devo sentir. Serenidade provida pela convicção de que aqui estamos apenas de passagem, para aprender, para evoluir. Quando retornarmos a nossa verdadeira morada, lá estarão nos esperando as pessoas que estão unidas a nós pelos verdadeiros laços de amor, as pessoas que nos são caras e que partiram antes. Neste dia, será um dia de festa, seremos libertados da matéria que tanto nos aprisiona, que tanto nos limita, que nos impede de entender o verdadeiro significado da vida... E da morte.


Lu Scheffelbain

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ao nome da autora Lu Scheffelbain  e ao blog http://eulunaluz.blogspot.com/


Viver é evoluir






Como todos os seres humanos eu já vivi tristezas e alegrias, perdas e ganhos, mas não estou aqui para contabilizar derrotas ou vitórias. Esta minha caminhada é uma oportunidade de evolução, é para isso que estou aqui, para aprender. Por isso não me apego a nada de ruim, não cultuo doenças, desconfortos, dissabores, enfim, me deixo livre. O ontem não pertence mais ao meu mundo, passou e verdadeiramente o deixo ir. A cada amanhecer me sinto renascendo, sinto que minha vida reinicia novinha em folha e esse foi o melhor hábito que adquiri. Renovo-me a cada dia, sempre mais forte, mais confiante, mais tranquila.  Há quem goste de carregar todos os acontecimentos infelizes como que juntasse tudo numa mochila e carregasse nas costas, porém eu não gosto, eu não sou assim. Para falar a verdade eu nem mesmo olho para trás, porque "lá atrás" é algo tão longe de mim, longe do que sou hoje, enfim, “lá atrás” não me diz nada. A vida acontece sempre hoje, sempre vem repleta de oportunidades, de pessoas lindas para conhecer, de momentos fantásticos para viver. Bater na mesma tecla, não mudar o discurso, é sem dúvida alguma, desperdício de energia, de oportunidades, de tempo e de vida.  Os problemas estão do lado de fora, não fazem parte do meu universo particular, aqui dentro está tudo bem. Lá fora as pessoas se duelam, consigo mesmas e com as outras, mas eu nada posso fazer... Um dia elas também descobrirão como é fácil ser feliz!

Por  Lu Scheffelbain

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Seja essência... Seja feliz!



Ser feliz é tão simples e nós absurdamente dificultamos tudo. Sempre queremos mais, nunca estamos satisfeitos com o que temos. Nossos sonhos não são apenas de ter saúde, paz, amor e uma casa pra morar, eles vão além...  Desejamos o que é imenso, o que é caro, o que é belo. Nossa satisfação é medida pela estética, não queremos nada apenas pela funcionalidade, tem que ter beleza, tem que proporcionar status. E onde iremos parar?

Sentimentos vão sendo engavetados, não há tempo para olho no olho, todos estão apressados demais. Trabalhando, lutando nessa selva de pedra chamada sociedade. Não há mais tempo a perder, nossa hora é sempre agora, hora de adquirir bens materiais para garantirmos o amanhã. Somos tão prepotentes, deixamos o tempo presente de lado, convictos que teremos um amanhã. Sabemos que a vida aqui nesse plano é passageira, que não é aqui nossa verdadeira morada, mesmo assim, vivemos como se fossemos imortais. Nosso espírito é sim imortal, mas nossa matéria é tão emprestada quanto os bens que adquirirmos.

Então me deparo com esse vídeo, com essas pessoas que não parecem viver no mesmo mundo que eu. Parecem personagens de desenho animado longe de serem reais. No entanto, elas existem e são providas de sentimentos tão nobres que é impossível não se comover. Pessoas muito simples que transmitem no olhar a vida na sua essência, na mais pura essência.  E apesar de todas as dificuldades que tiveram que passar e ainda passam, são imensamente gratas ao Criador pela vida que têm... Consideram-se vitoriosas e acreditam que receberam mais do que esperavam ter.

E por que me surpreendi tanto com essas pessoas, será que estou tão inserida nesta sociedade hipócrita que me distanciei de minha própria essência? Conhecer Maria e Luzia foi para mim surpreendente, mas o que me fez vê-las tão diferente de mim? Será que estou me perdendo de minha natureza? Será que estou me tornando mais um tijolo nesta edificação de paradigmas capitalistas? Quisera ter certeza, que Maria e Luzia me encantaram por eu ser de fato quem sou, ser o que minha alma me conduz a ser, pois jamais me permiti ser de outra forma, além de essência. 

O sentimento de verdadeira felicidade não se pode comprar, pois felicidade é um estado de espírito. Quem é feliz é por si só, independe da paisagem, do clima, da estação, tampouco do espaço físico ou ponto geográfico em que se encontra. Quem é feliz tem os olhos brilhando não pelo que vê e sim pelo que sente, pois vive em estado de contemplação e é grato por sua existência e por tudo. A felicidade tem que vir de dentro pra fora não de fora pra dentro. 

E hoje o que eu mais queria era poder abraçar e agradecer Maria e Luzia, essas duas mulheres de olhar sincero e sorriso franco, dois seres humanos bonitos de verdade... Gostaria de agradece-las pela lição de vida! 


Por Lu Scheffelbain


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